Paraibuna Embalagens recicla o presente para garantir um futuro mais sustentável
- 2 de jul.
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Ao transformar resíduos em novos produtos, investir em energia renovável, reduzir desperdícios, gerar impacto social e fortalecer cooperativas de catadores, a empresa reforça, na prática, o conceito de economia circular.
02/07/2026 - Há mais de seis décadas, a Paraibuna Embalagens constrói uma trajetória ligada à transformação de resíduos em valor. Entre as dez maiores fabricantes brasileiras de papéis para embalagens e papelão ondulado, a empresa consolidou um modelo industrial em que a reciclagem ultrapassa o discurso ambiental para se tornar parte estruturante da operação, da inovação e do compromisso social.
Um dos capítulos mais emblemáticos dessa trajetória começou há cerca de dez anos, com a decisão estratégica, atendendo a um objetivo de seu fundador, Heitor Villela, de produzir um papel nobre, diferenciado e de origem reciclada. Com investimentos contínuos em tecnologia, controle de qualidade e melhoria de processos, a empresa passou a fabricar o WTL (White Top Liner), um tipo especial de papel branco utilizado em embalagens de alto padrão visual e elevada resistência física.
O movimento permitiu à Paraibuna Embalagens ingressar em um mercado historicamente dominado por produtos fabricados a partir de fibra virgem. O WTL representa atualmente cerca de 5% de toda a embalagem de papelão comercializada no Brasil e é considerado um produto de alto valor agregado. A empresa figura entre os principais fornecedores do mercado brasileiro, atendendo desde grandes fabricantes até clientes de menor porte, com uma carteira diversificada.
Conectada aos princípios da Economia Circular
Por ano, a Paraibuna Embalagens recicla mais de 200 mil toneladas de aparas de papel para produzir papéis reciclados de alto valor agregado, utilizados na fabricação de embalagens recicláveis e biodegradáveis. Com unidades industriais em Juiz de Fora (MG) e Sapucaia (RJ), a empresa atua em uma cadeia produtiva diretamente conectada aos princípios da economia circular, conceito baseado na redução de desperdícios, reaproveitamento de materiais e prolongamento do ciclo de vida dos recursos naturais.
Este posicionamento está diretamente relacionado ao momento estratégico para o setor de reciclagem no Brasil. Dados apresentados pela Empapel, em estudo realizado pela consultoria MaxiQuim em parceria com a Indústria Brasileira de Árvores (IBA), revelam que o país recuperou 4,6 milhões de toneladas de aparas de papel em 2024, alcançando índice de recuperação de 59,1% de todo o papel consumido nacionalmente. O levantamento mostra ainda que o setor movimentou cerca de R$ 4,2 bilhões no período.
Apesar dos números expressivos, o estudo aponta desafios relevantes. Dos 7,7 milhões de toneladas de papéis potencialmente recicláveis consumidos no país, aproximadamente 3,2 milhões de toneladas ainda deixam de retornar à cadeia produtiva, principalmente devido à baixa eficiência da coleta seletiva. Apenas 36% da população brasileira possui acesso a esse tipo de serviço.
Nesse cenário, iniciativas desenvolvidas pela Paraibuna ganham ainda mais relevância ao fortalecer toda a cadeia da reciclagem, desde cooperativas e catadores até investimentos industriais voltados à eficiência produtiva e à redução de impactos ambientais e apoios estratégicos à iniciativas dos órgãos públicos.
Sustentabilidade integrada ao negócio
A sustentabilidade está presente em diferentes frentes da atuação da empresa. Além do reaproveitamento de fibras recicladas, a companhia vem ampliando investimentos em eficiência energética, inovação industrial, rastreabilidade ambiental e redução de emissões.
Em 2025, a Paraibuna Embalagens firmou parceria estratégica com a Echoenergia, empresa do Grupo Equatorial, tornando-se sócia do parque solar Sertão Solar Barreiras XXI, na Bahia. A iniciativa transformou a indústria em autoprodutora de energia renovável, garantindo o abastecimento integral de suas operações com energia solar.
O projeto envolve uma usina com capacidade instalada de 50 MW e representa um avanço importante na estratégia de transição energética da companhia. Segundo a empresa, além da redução de custos operacionais, a iniciativa fortalece o compromisso com fontes limpas de energia e com práticas ambientais alinhadas às exigências globais de sustentabilidade.
Paralelamente, a empresa iniciou o primeiro inventário completo de emissões de gases de efeito estufa (GEE) das unidades de Juiz de Fora e Sapucaia. O levantamento, realizado em parceria com o SESI Minas e o SESI Rio, permitirá mapear emissões relacionadas ao consumo de combustíveis, logística, transporte e demais atividades industriais, servindo de base para futuras metas de redução de carbono.
Economia circular também como impacto social
Além da dimensão ambiental, a Paraibuna Embalagens busca fortalecer o aspecto social da economia circular. Um dos exemplos é o programa “Embalando o Bem Rumo à Liberdade”, desenvolvido em parceria com a Penitenciária José Edson Cavalieri, em Juiz de Fora.
O projeto utiliza sobras do processo produtivo do papel reciclado para fabricar sacolas e artefatos de papel produzidos por mulheres em cumprimento de pena. As participantes recebem remuneração, capacitação profissional e remissão de pena proporcional aos dias trabalhados. Os produtos já conquistaram espaço no mercado, atraindo clientes como o Shopping Jardim Norte, em Juiz de Fora, que adquiriu cinco mil unidades para campanhas promocionais de final de ano.
Incentivo à coleta seletiva
Outro exemplo de atuação integrada à agenda da sustentabilidade foi a doação de 14 mil coletores de resíduos recicláveis para o Programa Lixo Zero, da Prefeitura de Juiz de Fora. A iniciativa busca ampliar a coleta seletiva no município e fortalecer associações de catadores.
Atualmente, Juiz de Fora coleta cerca de dez toneladas diárias de recicláveis, mas estudos indicam potencial para chegar a 100 toneladas por dia. Para a empresa, fortalecer cooperativas e ampliar a coleta seletiva é estratégico para o avanço da economia circular no Brasil.
Crescimento com responsabilidade
A trajetória da Paraibuna Embalagens reflete também as transformações do mercado de embalagens no Brasil e no mundo. O crescimento do comércio eletrônico, da logística e da substituição de materiais menos sustentáveis vem ampliando a demanda por soluções em papel e papelão ondulado.
“O papelão ondulado ainda tem muito a crescer no Brasil. Em países europeus, o consumo per capita é muito superior ao nosso. Há uma compreensão maior sobre a utilização do papel e sobre a necessidade de substituir materiais menos sustentáveis”, afirma o diretor da Divisão Ondulados, Atala Trepichio. Segundo ele, o setor ainda possui amplo espaço para expansão no país.
A estratégia da empresa combina expansão industrial, inovação tecnológica e fortalecimento de práticas ESG, consolidando a reciclagem não apenas como atividade produtiva, mas como elemento central de um modelo de desenvolvimento alinhado às demandas ambientais e sociais contemporâneas.
Fonte: Paraibuna Embalagens




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