Colaboradora da Paraibuna Embalagens leva pesquisa sobre felicidade no trabalho a convenção internacional em Barcelona
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Divulgação/Paraibuna Embalagens
Laura Fagundes, Luiz Carlos Victorino e Alessandra Costa.
19/05/2026 - A busca por ambientes corporativos mais saudáveis e produtivos tem ganhado espaço nas empresas e também nas pesquisas acadêmicas. Um exemplo desse movimento vem de duas jovens pesquisadoras brasileiras que decidiram investigar, na prática, como intervenções simples podem impactar o bem-estar no trabalho — e agora levarão seus resultados para um dos principais congressos de psicologia científica do mundo.
A assistente de Recursos Humanos da Paraibuna Embalagens, Alessandra Costa, e a psicóloga Laura Fagundes, ambas ligadas à Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), desenvolveram dois projetos de pesquisa na área de Psicologia Organizacional e do Trabalho, sob orientação do professor Luiz Carlos Victorino. Os estudos foram aprovados para apresentação na Convenção Anual da Association for Psychological Science (APS), que será realizada entre os dias 28 e 30 de maio de 2026, em Barcelona, na Espanha.
As pesquisas partem de uma mudança de perspectiva que vem ganhando força na literatura científica: em vez de focar apenas em estresse e adoecimento, o olhar se volta também para estratégias que promovam felicidade e bem-estar no ambiente corporativo. “Hoje já se sabe que empresas atentas à felicidade no trabalho conseguem melhores resultados em diversas frentes, desde atração de talentos até desempenho organizacional”, destaca Alessandra.
Intervenções simples, impacto real
O diferencial dos projetos está na proposta de intervenções acessíveis, de baixo custo e fácil aplicação — fatores considerados essenciais para que iniciativas de bem-estar sejam realmente implementadas pelas empresas.
Um dos estudos, intitulado “Café com Colega”, propõe encontros semanais de 15 minutos entre colaboradores de diferentes setores. A ideia é estimular conexões informais e fortalecer o senso de pertencimento.
“A intervenção será aplicada ao longo de seis semanas e analisará indicadores como felicidade no trabalho, suporte social e pertencimento organizacional. A expectativa é que o grupo participante apresente melhora significativa nesses aspectos, em comparação a um grupo controle que não viverá a mesma experiência”, conta Alessandra.
Já o segundo estudo investiga os efeitos de uma prática baseada na psicologia positiva: a escrita e leitura de “Cartas de Gratidão”. Classificada como uma “intervenção mínima viável”, a proposta busca avaliar como esse exercício pode aumentar os níveis de felicidade e a percepção de proximidade entre colegas.
Nesse caso, os participantes serão acompanhados em diferentes momentos — antes, durante e após a intervenção — para medir tanto os efeitos imediatos quanto a manutenção dos resultados ao longo do tempo.
Ciência aplicada ao mundo real
Um dos projetos já está em fase avançada e será aplicado em uma empresa multinacional no Brasil, após aprovação em seu comitê de ética. A intenção é que os resultados sirvam de base para futuras aplicações em outras organizações.
“A ideia é gerar evidências científicas que possam ser usadas de forma prática pelas empresas. Intervenções simples, mas que realmente funcionem”, explica Alessandra. Além disso, a participação no congresso internacional tem um objetivo estratégico: validar a metodologia dos estudos junto à comunidade científica global.
“O evento é uma oportunidade de receber feedback de pesquisadores de diferentes países, discutir o desenho da pesquisa e aprimorar a análise de dados antes da aplicação definitiva”, afirma a assistente da Paraibuna Embalagens.
Formação e mercado caminham juntos
Atualmente cursando o último período da graduação em Psicologia pela UFJF, Alessandra destaca o apoio recebido da Paraibuna Embalagens, onde desenvolve atividades em recrutamento, desenvolvimento organizacional e gestão de pessoas. A experiência prática, segundo ela, reforça o interesse em conectar ciência e mercado. “A empresa tem uma cultura aberta à inovação, o que pode facilitar a aplicação futura dessas intervenções no próprio ambiente corporativo”, diz.
A aprovação dos dois projetos no congresso internacional representa não apenas um reconhecimento da qualidade científica do trabalho, mas também um incentivo à produção acadêmica brasileira em temas cada vez mais relevantes para o mundo corporativo. As pesquisadoras receberam apoio financeiro do próprio evento para viabilizar a participação, além do suporte do orientador ao longo de todo o desenvolvimento dos estudos.
Com a apresentação dos pôsteres em Barcelona, a expectativa é ampliar o diálogo com pesquisadores internacionais e fortalecer uma agenda que une ciência, bem-estar e desempenho organizacional. Em um cenário onde a felicidade no trabalho deixa de ser um diferencial e passa a ser estratégia, iniciativas como essa apontam caminhos concretos para transformar o ambiente corporativo — começando por pequenas, mas poderosas, mudanças no dia a dia.
Roberta Azevedo
Especialista em Marketing – Paraibuna Embalagens
Fonte: Paraibuna Embalagens




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