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Taxa de desemprego brasileira marca 8,4% no trimestre encerrado em janeiro

A taxa de desemprego brasileira, medida pela Pnad Contínua, marcou 8,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2023, resultado estável frente ao trimestre encerrado em outubro (8,3%), e 2,8 pontos percentuais (p.p.) abaixo do observado no mesmo período de 2022. O resultado veio ligeiramente acima das projeções de mercado¹ (8,2%). No trimestre encerrado em janeiro, a população desempregada caiu (-27 mil pessoas), assim como a população ocupada (-1,03 milhão de pessoas). Consequentemente, a força de trabalho (pessoas de 14 anos ou mais que estão trabalhando ou procurando emprego – ocupados e desocupados) recuou em 1,05 milhão de pessoas.



21/03/2023 - A taxa de desemprego brasileira, medida pela Pnad Contínua, marcou 8,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2023, resultado estável frente ao trimestre encerrado em outubro (8,3%), e 2,8 pontos percentuais (p.p.) abaixo do observado no mesmo período de 2022. O resultado veio ligeiramente acima das projeções de mercado¹ (8,2%).


No trimestre encerrado em janeiro, a população desempregada caiu (-27 mil pessoas), assim como a população ocupada (-1,03 milhão de pessoas). Consequentemente, a força de trabalho (pessoas de 14 anos ou mais que estão trabalhando ou procurando emprego – ocupados e desocupados) recuou em 1,05 milhão de pessoas.


Dos 10 grupamentos de atividade, apenas três registraram crescimento da população ocupada. Os avanços mais significativos ocorreram em alojamento e alimentação (155 mil pessoas) e em transporte, armazenagem e correios (126 mil pessoas), devido ao período de férias escolares. Em contrapartida, a indústria registrou recuo de 220 mil pessoas na população ocupada.


Na comparação com igual trimestre de 2022 (11,2%), a taxa de desemprego recuou 2,8 p.p. Nessa base de comparação, a população ocupada registrou elevação de 3,2 milhões de pessoas. O crescimento ocorreu no segmento formal (3,3 milhões de pessoas). Por sua vez, o segmento informal recuou em 72 mil pessoas.


Das 10 atividades pesquisadas pelo IBGE, oito apresentaram avanço na população ocupada, destacando-se: transporte, armazenagem e correios (9,8%, com 480 mil pessoas) e outros serviços (8,8%, com 429 mil pessoas). A população ocupada da indústria cresceu 2,3% (279 mil pessoas) no período, enquanto a população ocupada na agropecuária recuou 4,5% (-399 mil pessoas).


Perspectivas

O cenário para o crescimento da população ocupada e recuo do desemprego nos próximos meses se mostra desafiador. Fatores como a reabertura da economia e a forte concessão de estímulos fiscais – que sustentaram o avança da ocupação em 2022 – não se repetirão em 2023. Adicionalmente, o quadro de inflação e juros em patamar elevado colabora para uma atividade econômica mais fraca este ano.


Fonte: IBGE



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