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Redução da Selic é percebida em juros praticados pelos bancos em Belo Horizonte

Levantamento feito pela Fundação Ipead registrou queda nas taxas de sete linhas voltadas para Pessoa Física. A redução na taxa Selic, promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), já é percebida nos juros de algumas linhas de crédito oferecidas pelos bancos em Belo Horizonte. As informações são de um levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead).


Além das linhas para pessoa física, levantamento apontou queda

nas taxas para as empresas | Crédito: Adobe Stock



12/12/2023 - A redução na taxa Selic, promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), já é percebida nos juros de algumas linhas de crédito oferecidas pelos bancos em Belo Horizonte. As informações são de um levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead).


A queda nas taxas médias de juros em novembro frente ao mês anterior foi verificada em seis das 14 operações de crédito e financiamento para pessoa física em Belo Horizonte.


Os recuos mais expressivos nas operações para pessoa física no penúltimo mês de 2023 foram verificados para cartão de crédito rotativo total (-14,51%), comércio eletrônico (-10,82%) e empréstimo em cooperativas de crédito (-5,39%).


Já as operações que apresentaram as maiores altas nas taxas de juros médias foram construção civil, sendo verificada a elevação de 79,63% para imóveis construídos e de 100% para os imóveis na planta.


No mesmo mês, as taxas de juros de operações de captação, ou seja, os juros pagos pelos bancos aos clientes apresentaram queda em sua maioria.


Juros cobrados pelos bancos estão menores para as empresas

Com relação às taxas cobradas pelos bancos nas operações com pessoas jurídicas em novembro, três das quatro apresentaram queda, sendo a retração mais expressiva para conta garantida (-17,57%), seguida pela antecipação de faturas de cartão de crédito (-7,38%) e capital de giro (-3,12%).


“No caso das empresas, a redução dos juros cobrados pelas instituições financeiras tem sido mais clara”, observa o economista da Fundação Ipead, Diogo Santos. Ele acrescenta que a redução dos juros cobrados dos bancos para as empresas acaba tendo impactos positivos no futuro, já que favorece novos investimentos do setor produtivo.


Já os descontos de duplicatas, conforme o levantamento, apresentaram elevação de 1,23% em novembro frente ao mês anterior.


Entre as taxas de captação pagas pelos bancos aos clientes, seis do total de oito apresentaram recuo. Em todos esses casos a redução em relação ao mês anterior foi superior a 4%. As únicas duas operações que apresentaram incremento foram CDB (8,89%) e aplicação em cooperativas de créditos (2,17%).


Redução dos juros ainda tem defasagem

O economista observa que os juros cobrados pelos bancos acompanham os cortes da taxa básica da economia, a Selic, só que “com alguma defasagem e não na mesma intensidade”.


O movimento de recuo nos juros foi verificado pela Fundação Ipead, também em outubro na comparação com setembro. De acordo com a pesquisa, dentre as diferentes operações de crédito e financiamento para pessoas físicas praticadas na capital mineira, em sete das 14 registraram queda nas taxas de juros média e outras três apresentaram estabilidade naquele mês.


Quanto às taxas de juros cobradas pelos bancos nas operações com pessoas jurídicas nesse período, duas operações apresentaram queda e outras duas registraram avanço na taxa média de juros.


Santos observa que a Selic está em 12,25% ao ano, desde a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, realizada entre os dias 31 de outubro e 1º de novembro deste ano.


A primeira queda da taxa em 2023 aconteceu em 2 de agosto, com corte de 0,50 ponto percentual. Na ocasião, o juro básico da economia passou de 13,75% para 13,25% ao ano. Até então, a última redução tinha acontecido em agosto de 2020.


Perspectiva é de nova queda na Selic

Nesta semana acontece a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), e a expectativa, conforme economista da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), Diogo Santos, é de um novo corte na Selic, já que a inflação no País está “razoavelmente controlada”.


Após a alta de 0,26% em setembro, a inflação no Brasil teve variação de 0,24% em outubro, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O mercado aposta que seja mantido o ritmo de queda de 0,50 ponto percentual da Selic. Caso aconteça, a taxa básica de juros vai encerrar 2023 no patamar de 11,75%, mesmo patamar de março de 2022.


“A boa notícia este ano é a redução da Selic, que vinha de uma trajetória de alta durante o ano de 2022. Além da taxa básica da economia, os juros estão menores em 2023 para várias categorias”, observa.


Fonte: jornal Diário do Comércio

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