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Produção industrial recua 1,7% em MG, diz o IBGE

Queda da atividade no Estado em relação a setembro do ano passado chegou a 3,6%. A produção industrial mineira registrou recuo de 1,7% em setembro na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Esse resultado fez com que Minas Gerais ocupasse a quarta posição em termos de influência negativa sobre o índice nacional, que apresentou redução de 0,7%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) – Produção Física Regional, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O setor de alimentos apresentou a maior influência negativa na produção industrial de Minas Gerais em setembro | Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC.


10/11/2022 - A produção industrial mineira registrou recuo de 1,7% em setembro na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Esse resultado fez com que Minas Gerais ocupasse a quarta posição em termos de influência negativa sobre o índice nacional, que apresentou redução de 0,7%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) – Produção Física Regional, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


“O setor de alimentos foi o que mais influenciou negativamente a indústria mineira nesse mês de setembro. Em segundo plano, temos o segmento de metalurgia também impactando de forma desfavorável no resultado do Estado. É a segunda taxa negativa consecutiva para o setor industrial de Minas Gerais, acumulando uma perda nesses dois meses de 3,5%”, explica o analista da PIM Regional, Bernardo Almeida.


O cenário também foi negativo na maior parte dos estados pesquisados em todo o País. Dentre os 15 investigados, 12 apresentaram retração na comparação entre agosto e setembro. As principais quedas com resultados inferiores à média nacional foram em Santa Catarina (-5,1%), Paraná (-4,3%), Pará (-3,7%), São Paulo (-3,3%), Goiás (-2,9%), Amazonas (-2,9%), Espírito Santo (-2,2%), Minas Gerais (-1,7%), Bahia (-1,3%) e Rio de Janeiro (-1,1%). Na direção oposta, houve aumento no Ceará (3,7%) e Pernambuco (2,0%).


Desses estados que apresentaram queda, em oito o setor de alimentos esteve entre as principais influências nos resultados. “A falta de insumos faz parte dos fatores que impactam diretamente o lado da oferta e da produção, tais como o desabastecimento e encarecimento das matérias-primas. Os efeitos desses fatores ainda são observados na produção industrial. Entretanto, eles se encontram mais suavizados do que em meses anteriores”, ressalta.


Com relação à demanda, o analista da PIM Regional elenca os principais fatores responsáveis por essa redução, que afetam diretamente a cadeia produtiva. “A inflação, que ainda se encontra em um patamar elevado, o desemprego, que mesmo tendo redução ainda temos uma massa salarial baixa, a informalidade crescente e ocupações ainda de baixa qualidade refletem negativamente no poder de compra das famílias, reduzindo o consumo. Diante disso, a produção também se arrefece, se esfria”, aponta Almeida.


2022 X 2021

Na comparação de setembro de 2022 com o mesmo mês do ano anterior, Minas Gerais apresentou queda de 3,6% na produção industrial. Já a nível nacional, o índice avançou 0,4%. “No olhar desse indicador, temos o Estado ocupando a terceira posição em termos de influência sobre o resultado do País. Nesse índice, em primeiro lugar como um dos fatores negativos está o setor extrativo, com uma queda na produção de minérios de ferro. Já em segundo lugar, temos metalurgia novamente, com queda na produção de ferro nióbio e também em outros produtos relacionados à siderurgia”, avalia Almeida.


Segundo o IBGE, as maiores variações negativas desse período no setor industrial do Estado foram: fabricação de produtos têxteis (-39,9%), celulose e papel (-15,5%), produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-11,0%) e metalurgia (-10,2). Entre os setores com desempenhos positivos, estão a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (24%), produtos do fumo (15,5%) e produtos alimentícios (5,4%).


Fonte: Diário do Comércio

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