Paraibuna investe R$ 15 milhões em impressora chinesa de alta performance para ampliar produção em Sapucaia (RJ)
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Empresa é a primeira da América Latina a adquirir o equipamento da JS Machine na versão 2026 que elevará a capacidade produtiva em até 1.100 toneladas mensais, sobretudo, de caixas-maleta que representam um dos mercados mais promissores do setor.
09/06/2026 - A busca por mais produtividade, qualidade e competitividade no mercado de embalagens de papelão ondulado levou a Paraibuna Embalagens a investir cerca de R$ 15 milhões em um amplo e arrojado projeto de modernização industrial. O principal destaque é a chegada, à unidade da empresa em Sapucaia (RJ), da nova impressora de alta performance, da fabricante chinesa JS Machine, considerada uma das mais modernas da América Latina dentro da categoria.
O equipamento, modelo 924, foi adquirido após quase um ano de estudos técnicos, avaliações de mercado e visitas a plantas industriais no Brasil e no exterior. A máquina será responsável por ampliar significativamente a capacidade produtiva da empresa, especialmente no segmento de caixas-maleta — hoje um dos mercados mais promissores do setor de embalagens.
Com tecnologia de impressão em quatro cores, dispositivo de furo, setup rápido e capacidade de produção estimada entre 900 e 1.100 toneladas por mês, a nova impressora chega para reduzir gargalos operacionais e aumentar a competitividade da companhia. A necessidade do investimento surgiu a partir do crescimento da demanda por embalagens mais sofisticadas, com acabamento diferenciado e maior valor agregado.
“Atualmente, o mercado exige cada vez mais caixas em três ou quatro cores, com furos, chanfros e acabamentos especiais. Nossa máquina mais completa já operava no limite da capacidade. Precisávamos de uma nova solução para ampliar a produção e atender novos pedidos”, explica o gerente Industrial da Unidade de Ondulados, Clayton Rômulo da Silva.
A instalação da nova impressora, que se soma a outras sete já existentes, está em andamento. A previsão é que o equipamento entre em operação entre os dias 10 e 15 de junho, após a conclusão dos testes e do período inicial de parametrização. Os próximos meses serão dedicados à curva de aprendizagem da equipe e à consolidação da nova capacidade produtiva, especialmente durante o segundo semestre, tradicionalmente mais aquecido para o setor.
Com a nova máquina, a expectativa é ampliar em cerca de 30% a capacidade atual de produção de caixas-maleta. Entre os setores atendidos estão indústrias alimentícias, frigoríficos, fabricantes de descartáveis e diversos outros segmentos industriais.
“Mais do que investir em máquinas, estamos investindo em eficiência, qualidade, inovação e na confiança dos nossos clientes. A chegada desta nova tecnologia fortalece ainda mais nossa capacidade de entregar soluções em embalagens com alto padrão de desempenho, produtividade e competitividade”, completa o gerente Comercial da Paraibuna Embalagens, Luiz Augusto Figueiredo.
Tecnologia inédita na América Latina
Fabricada já com tecnologia 2026, a nova impressora incorpora novos recursos desenvolvidos pela fabricante chinesa. Como possui um sistema de setup rápido, o equipamento permite ajustes simultâneos durante a produção. Isso reduz significativamente o tempo de troca entre pedidos e aumenta a eficiência operacional.
“Enquanto uma impressão está sendo executada, já conseguimos preparar o próximo trabalho. Em poucos minutos a máquina está pronta para um novo pedido. Isso gera um ganho enorme de produtividade”, comemora o gerente industrial, Clayton da Silva.
A capacidade máxima pode chegar a aproximadamente 21 mil caixas por hora, dependendo do tipo de embalagem produzida. O equipamento também permite fabricar duas caixas simultaneamente em uma única batida, recurso que aumenta ainda mais a produtividade em modelos menores.
A J.S. Machine é apontada como a maior fabricante chinesa de máquinas para papelão ondulado e uma das líderes globais em soluções para onduladeiras e linhas completas de embalagem. A empresa desenvolve soluções industriais completas, desde a produção da chapa ondulada até sistemas de impressão, corte, dobra e colagem de caixas.
Hoje, a companhia integra um grande grupo industrial listado na Bolsa de Shenzhen e atua em segmentos de automação industrial, inteligência artificial aplicada à manufatura e equipamentos de alta tecnologia para embalagens e energia solar. A sede industrial da empresa fica em Wuhan.
No segmento de papelão ondulado, a China se tornou um dos maiores polos mundiais de fabricação de máquinas, impulsionada pelo crescimento do comércio eletrônico, da logística e da demanda global por embalagens sustentáveis.
Estudo técnico e busca internacional
Antes da aquisição, a Paraibuna Embalagens avaliou fabricantes tradicionais do mercado mundial, como marcas japonesas e europeias e, paralelamente, decidiu estudar o mercado chinês de máquinas industriais, que vem ganhando espaço no setor de papelão ondulado. A análise incluiu cerca de 50 fabricantes chineses, levantamento técnico detalhado e visitas presenciais a empresas que já operavam equipamentos semelhantes no Brasil e no Chile.
Entre os principais critérios avaliados para a compra estavam robustez, estabilidade operacional, velocidade de setup, qualidade de impressão, facilidade de manutenção e disponibilidade de peças no mercado nacional.
“O desafio era encontrar uma máquina capaz de operar 24 horas por dia, com estabilidade e produtividade. Não adiantava comprar algo que funcionasse bem apenas no início e depois se tornasse um problema de manutenção”, destaca o Coordenador de Projetos e Manutenção da Paraibuna Embalagens, Wenderson dos Santos Alvarenga.
Segundo ele, a escolha pela JS Machine também levou em consideração as condições comerciais e o custo-benefício do projeto. Enquanto máquinas tradicionais poderiam ultrapassar R$ 35 milhões apenas no equipamento principal, o projeto completo foi estruturado em torno de R$ 15 milhões, incluindo importação, periféricos e instalação.
Projeto envolveu logística internacional e gestão de riscos
Além da escolha técnica, o projeto exigiu planejamento logístico complexo. A importação da máquina envolveu acompanhamento internacional, definição de rotas marítimas e gerenciamento de riscos ligados ao cenário geopolítico mundial.
“Durante o processo houve preocupação com mudanças nas rotas internacionais por causa de conflitos externos e custos logísticos. Foi um trabalho muito criterioso de planejamento”, observa o Coordenador de Projetos e Manutenção, Wenderson Alvarenga.
A empresa também criou planos de contingência para diferentes cenários operacionais e financeiros, buscando manter o cronograma e o orçamento previstos.
Comunicação em tempo real com a China
Um dos desafios identificados no projeto foi a barreira linguística entre os técnicos brasileiros e os fornecedores chineses. Para minimizar o problema, a fabricante disponibilizou uma plataforma de comunicação, o Wechat, com tradução automática em tempo real entre português e chinês.
A ferramenta permite suporte técnico contínuo, acompanhamento remoto e troca rápida de informações entre as equipes.
Outro fator considerado estratégico foi a disponibilidade de peças no Brasil. A fornecedora mantém estrutura de atendimento e estoque nacional, reduzindo riscos de parada operacional, acrescenta Wenderson Alvarenga.
Modernização da onduladeira completa pacote de investimentos
Além da nova impressora de alta performance, a Paraibuna Embalagens também está investindo na modernização da onduladeira, considerada o principal equipamento da fábrica de Sapucaia. Entre os projetos está a substituição do coleiro, programada para ocorrer no fim de maio.
O equipamento atual se tornou um dos gargalos do processo, após outras melhorias realizadas na linha de produção, que elevaram a velocidade da onduladeira de 250 para 300 metros por minuto.
De acordo com a equipe técnica, o novo coleiro trará ganhos importantes de qualidade, estabilidade operacional e redução de desperdícios.
“O sistema antigo já não acompanhava a velocidade atual da linha. Havia excesso de aplicação de cola, geração de refugo e perda de qualidade. O novo equipamento vai melhorar a eficiência de todo o processo”, explica o gerente industrial, Clayton da Silva.
A modernização deve reduzir falhas de colagem, melhorar os testes físicos das chapas e diminuir o índice de refugo industrial, que já vem apresentando queda expressiva nos últimos meses.
A expectativa da Paraibuna Embalagens é que os investimentos contribuam para ampliar sua participação no mercado de embalagens de maior valor agregado e fortaleçam sua posição competitiva no mercado nacional.
Fonte: Paraibuna Embalagens




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