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Leitura, cultura e sustentabilidade

Durante toda minha vida, sempre fui convicto de que, de fato, ao ler um livro, abre-se uma janela para o mundo. Cada página lida é uma nova oportunidade para se viajar no tempo, na história, aumentar conhecimento e se preparar para novos rumos da vida. Não à toa que “proficiência em leitura” é um dos indicadores da ODS 4 da ONU, que cuja meta é prover educação de qualidade como base de construção de um mundo melhor e mais justo. Quando governei o Espírito Santo, busquei boas referências no Brasil e no mundo e trabalhei muito para estimular a educação básica.



Paulo Hartung (*)

12/04/2023 - Durante toda minha vida, sempre fui convicto de que, de fato, ao ler um livro, abre-se uma janela para o mundo. Cada página lida é uma nova oportunidade para se viajar no tempo, na história, aumentar conhecimento e se preparar para novos rumos da vida. Não à toa que “proficiência em leitura” é um dos indicadores da ODS 4 da ONU, que cuja meta é prover educação de qualidade como base de construção de um mundo melhor e mais justo.

Quando governei o Espírito Santo, busquei boas referências no Brasil e no mundo e trabalhei muito para estimular a educação básica. Resultado de muito empenho veio quando o Estado capixaba alcançou a maior nota do Ideb (Índice de Desenvolvimento de Educação Básica) e obteve a melhor média nas notas do SAEB, em Língua Portuguesa e Matemática.

Valores como este nos movem. Esta convicção é mais um o impulso para, a partir de minha atuação na iniciativa privada, continuar realizando ações de impacto que estimulem a leitura e nesse projeto também a economia circular. Desde 2022 abracei a iniciativa da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores) chamada #CirculeUmLivro. Uma ideia simples, mas com resultados significativos para a sociedade.

O objetivo é incentivar a troca de livros em espaços públicos, uma atitude que promove a cultura entre as pessoas e contribui com a economia circular, uma vez que aquela edição parada em uma estante estará em novas mãos, assim como outros títulos percorrerão o mesmo caminho, criando uma verdadeira corrente pelo conhecimento.

O Metrô de São Paulo mostrou-se o parceiro ideal. Além do público que dá escala à ação, a instituição tem histórico de engajamento em atitudes culturais e sustentáveis. Com esta parceria, foi promovida a circularidade de milhares de livros.

A iniciativa mexeu positivamente com os passageiros. Estimular o consumo consciente e a cultura em seis diferentes estações tornou o ambiente de passagem em um espaço para troca de informações e conhecimento.

Demonstração do sucesso da ação do ano passado é a nova etapa da campanha #CirculeUmLivro em 2023, que terá novos atrativos. Entre os dias 17 e 23 de abril, semana em que se comemora o Dia Mundial do Livro, as estações do Metrô República, Sé, Tatuapé, Ana Rosa e São Mateus estarão prontas para mais uma edição da ação.


Diferencial desta vez, será a realização de apresentações, brincadeiras e contação de histórias, a fim também, de conscientizar sobre a origem sustentável dos livros e a importância do consumo consciente na escolha dos produtos e também na destinação correta no pós-uso.

O livro nas mãos dos passageiros do Metrô irá solidificar esse conceito de sustentabilidade. Esse produto, assim como os outros mais de 5 mil produtos feitos pelo o setor de árvores cultivadas é exemplo disso. O país é um benchmark global na produção de celulose e papel. 100% do papel fabricado no Brasil tem origem em árvores que são plantadas, colhidas e replantadas especificamente para fins industriais, evitando o desmatamento, inclusive. Além de sua área produtiva, o setor de árvores cultivadas conserva mais de 6 milhões de hectares, uma área do tamanho do Estado do Rio de Janeiro. O manejo sustentável das áreas das companhias auxilia na preservação da biodiversidade.

Um trabalho baseado no uso inteligente da terra, respeito à natureza e cuidado com as pessoas. Vale dizer que o pós-uso também está em linha com a necessidade dos dias atuais. Além de ser um produto biodegradável, dentro de nosso território temos um dos maiores índices de reciclagem de papel do mundo, com taxa que chega a 66,7%.

Por tudo isso, esta é uma ação que renova minhas energias. Universalizar o conhecimento é um dever de todos nós. Estimular atitudes sustentáveis, além de um dever, é uma urgência contemporânea. Iniciativas como esta, que unem o setor privado e público em torno de atitudes que beneficiam a sociedade, são fundamentais. Por isso, convido à todos a participarem. Circulem essa atitude.

(*)ECONOMISTA, PRESIDENTE-EXECUTIVO DA IBÁ, MEMBRO DO CONSELHO CONSULTIVO DO RENOVABR, FOI GOVERNADOR DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (2003-2010/2015-2018)


Fonte: IBÁ

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