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Klabin aposta em ganho de eficiência para acelerar geração de caixa e reduzir alavancagem em 2026

  • há 7 horas
  • 3 min de leitura

Equilíbrio entre oferta e demanda, redução de volumes na Ásia e recuperação gradual de preços sustentam expectativas da companhia, que também mira eficiência operacional.

19/02/2026 - A Klabin, referência em celulose de mercado de fibra curta, longa e fluff, entra em 2026 com a estratégia voltada à ampliação da eficiência operacional como principal motor para fortalecer a geração de caixa e dar continuidade ao processo de redução da alavancagem. O avanço da produção nas novas máquinas de papel, combinado à manutenção da agenda de controle de custos fixos, deve compensar eventuais pressões de despesas variáveis, que pesaram no desempenho do quarto trimestre de 2025.


Para este ano, com base em informações públicas, a companhia projeta um aumento de cerca de 80 mil toneladas em sua capacidade produtiva. O crescimento decorre, principalmente, da ausência de parada geral na unidade de Ortigueira e do avanço do ramp-up das duas novas máquinas de papel instaladas na planta.


“Nossa principal estratégia é rentabilizar as máquinas”, disse Gabriela Woge, diretora financeira e de relações com investidores da Klabin. Segundo a executiva, o maior volume de produção tende a fortalecer a geração de caixa ao longo do ano e apoiar a meta de desalavancagem.


Ao fim de dezembro, a alavancagem financeira da empresa estava em 3,3 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda, queda de 0,6 vez em comparação ao quarto trimestre de 2024. Além do ganho de escala, a Klabin aposta em iniciativas internas de eficiência para neutralizar possíveis aumentos de custos variáveis.


No balanço do quarto trimestre, a companhia registrou lucro líquido consolidado de R$ 168 milhões, queda de 69% na comparação anual. A receita líquida somou R$ 5,1 bilhões, recuo de 2%, impactada sobretudo pelas paradas de manutenção programadas nas unidades de Ortigueira e de Correia Pinto, divulgadas na quarta-feira, 11.


“Parte dos custos variáveis estava ligada a questões produtivas já normalizadas, mas o foco contínuo em controle de custos permanece”, disse Woge. De acordo com a executiva, as medidas já adotadas renderam uma economia de R$ 180 milhões em despesas fixas.


No segmento de celulose, o início do ano indica maior equilíbrio entre oferta e demanda, com impacto relevante da redução de volumes na Ásia, especialmente na Indonésia, o que contribuiu para preços mais favoráveis do que o esperado. “Essa tendência deve continuar”, afirma Woge.


Mesmo em um ambiente global volátil, a diretoria financeira avalia que a diversificação de negócios e mercados segue como um diferencial competitivo. “Não estamos expostos a regiões ou produtos específicos, permitindo adaptar a estratégia a depender do momento de cada mercado”, disse.


Já no campo estratégico, o diretor-geral da Klabin, Cristiano Teixeira, afirmou que não há negociações em andamento envolvendo fusões e aquisições. “Se alguma coisa for posta, ela vai ser avaliada, mas não há, neste momento [negociação], nem na visão de curto nem de longo prazo”, disse ele, em teleconferência na quinta-feira, 12.


Questionado por analistas sobre o aumento das exportações chinesas de celulose fluff, usada em fraldas e absorventes, e seus possíveis efeitos sobre os planos de expansão da companhia, que incluem uma nova fábrica em Santa Catarina, o executivo minimizou o risco. Segundo ele, as plantações de pinus, principal matéria-prima desse tipo de celulose, não crescem na China, o que torna o movimento pontual.


Em relação aos preços, Teixeira reconheceu que os níveis atuais ainda estão abaixo do desejado, mas há expectativa de reajuste no primeiro trimestre. Já para a celulose de eucalipto (fibra curta), o cenário é mais favorável do que o previsto. A combinação de demanda mais firme e redução de oferta na Indonésia, por questões regulatórias, vem sustentando a recuperação das cotações. “O aumento de US$ 10 para fevereiro passou, e esperamos que algo venha para março”, disse Alexandre Nicolini, diretor de celulose da Klabin.


Fonte: Portal Celulose

 
 
 

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