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Economia: Taxa de desemprego no Brasil – setembro 2022

Taxa de desemprego recua para 8,7% no Brasil no mês de setembro. A taxa de desemprego brasileira, medida pela Pnad Contínua, marcou 8,7% no trimestre encerrado em setembro de 2022, recuo de 0,6 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre encerrado em junho. O resultado veio em linha com as expectativas de mercado¹ (8,7%). A população ocupada aumentou em 1,0 milhão de pessoas, atingindo 99,3 milhões – número recorde para a série histórica, iniciada em 2012. Vale destacar o maior número de empregados no setor público em razão das contratações de trabalhadores na área de educação e de temporários para a realização do Censo Demográfico 20.



Por: Gerência de Economia e Finanças Empresariais – FIEMG


01/11/2022 - Taxa de desemprego recua para 8,7% no Brasil no mês de setembro.


  • A taxa de desemprego brasileira, medida pela Pnad Contínua, marcou 8,7% no trimestre encerrado em setembro de 2022, recuo de 0,6 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre encerrado em junho. O resultado veio em linha com as expectativas de mercado¹ (8,7%).

  • A população ocupada aumentou em 1,0 milhão de pessoas, atingindo 99,3 milhões – número recorde para a série histórica, iniciada em 2012. Vale destacar o maior número de empregados no setor público em razão das contratações de trabalhadores na área de educação e de temporários para a realização do Censo Demográfico 2022. Por sua vez, a população desocupada recuou em 620 mil pessoas, totalizando 9,5 milhões – menor número desde o trimestre terminado em dezembro de 2015.

  • Dentre os grupamentos de atividade que registraram crescimento da população ocupada, destacaram-se: outros serviços (348 mil pessoas); administração pública, educação, saúde, defesa e seguridade social (315 mil pessoas) e comércio (274 mil pessoas). Por sua vez, as atividades de alojamento e alimentação (-115 mil pessoas), de construção (-70 mil pessoas) e de agricultura (-59 mil pessoas) apresentaram redução da população ocupada. A indústria geral registrou relativa estabilidade, com aumento de 34 mil pessoas ocupadas.

  • Na comparação com igual trimestre de 2021 (12,6%), a taxa de desemprego recuou 3,9 p.p. A força de trabalho avançou em 2,3 milhões de pessoas, reflexo do movimento de retorno à busca por emprego das pessoas que haviam deixado o mercado de trabalho durante a pandemia. A população ocupada registrou elevação de 6,3 milhões de pessoas. O crescimento foi disseminado, com aumentos nos segmentos formal (4,9 milhões de pessoas) e informal (1,4 milhão de pessoas).

  • Das 10 atividades pesquisadas pelo IBGE, nove apresentaram avanço na população ocupada, com destaque para: outros serviços (24,3%, com 1,1 milhão de pessoas); serviços domésticos (9,6%, com 521 mil pessoas) e transporte (9,2%, com 439 mil pessoas). A indústria apresentou aumento de 488 mil pessoas ocupadas no período, crescimento de 4%. Por sua vez, a atividade de agropecuária recuou 3,6%, com diminuição de 325 mil pessoas.


PERSPECTIVAS

A população ocupada deve avançar em ritmo mais modesto nos próximos meses, tendo em vista que grande parte da recomposição dos empregos perdidos durante o período da pandemia já ocorreu. Por um lado, os estímulos fiscais e econômicos de curto prazo concedidos pelo governo federal e o avanço da massa de rendimentos podem contribuir positivamente para a economia e para o mercado de trabalho. Por outro lado, o aumento da taxa básica de juros e seus impactos negativos na atividade econômica seguirão como desafios para a continuidade do avanço da ocupação, especialmente em 2023.


¹ Expectativas Bloomberg


Fonte: IBGE

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