Volume de vendas do comércio mineiro tem forte alta em maio

As vendas do comércio varejista mineiro cresceram 9,2% em maio, na comparação com abril. Foi a segunda maior alta mensal da série histórica, inferior apenas ao desempenho observado em maio de 2020, quando as vendas do varejo avançaram 18,8%. Com esse resultado, as vendas do comércio ficaram 13,2% acima do patamar pré-pandemia (fev-2020) e acumularam aumento de 9,9% no ano. No Brasil, as vendas do comércio varejista subiram 1,4% em maio, frente a abril. Essa foi a segunda elevação consecutiva, o que manteve o volume de vendas 3,9% acima do nível pré-pandemia. No ano e nos últimos 12 meses, o setor acumulou ganhos de 6,8% e de 5,4%, respectivamente.



Por: Gerência de Economia – FIEMG


08/07/ 2021 - As vendas do comércio varejista mineiro cresceram 9,2% em maio, na comparação com abril. Foi a segunda maior alta mensal da série histórica, inferior apenas ao desempenho observado em maio de 2020, quando as vendas do varejo avançaram 18,8%. Com esse resultado, as vendas do comércio ficaram 13,2% acima do patamar pré-pandemia (fev-2020) e acumularam aumento de 9,9% no ano.


No Brasil, as vendas do comércio varejista subiram 1,4% em maio, frente a abril. Essa foi a segunda elevação consecutiva, o que manteve o volume de vendas 3,9% acima do nível pré-pandemia. No ano e nos últimos 12 meses, o setor acumulou ganhos de 6,8% e de 5,4%, respectivamente.


Em Minas Gerais, todas as atividades cresceram em maio, com destaque para o forte desempenho de “tecidos, vestuário e calçados” (32,5%) e livros, jornais, revistas e papelaria” (11,6%). Além disso, a boa performance das atividades de “móveis e eletrodomésticos” (6,6%), “outros artigos de uso pessoal e doméstico” (6,5%) e “combustíveis e lubrificantes” (5,9%) – que conjuntamente representam 40,8% do índice geral – contribuiu para a alta no volume de vendas em maio.


No Brasil, o crescimento de 1,4% em maio foi explicado pelo aumento em sete das oito atividades do setor. Os destaques positivos foram “tecidos, vestuário e calçados” (16,8%), “combustíveis e lubrificantes” (6,9%) e “outros artigos de uso pessoal e doméstico” (6,7%). Apenas a atividade “artigos farmacêuticos e cosméticos” (-1,4%) registrou queda no mês.


Apesar do bom desempenho do estado e do país na variação mensal, é preciso ter atenção com as séries dessazonalizadas, uma vez que as mudanças de hábitos provocadas pela pandemia alteraram o padrão de consumo dos indivíduos. Dessa forma, o modelo de ajuste sazonal encontra dificuldades para incorporar os efeitos da pandemia ao longo dos meses.


PERSPECTIVAS

Em junho, deve ser verificada nova alta nas vendas do comércio varejista. O resultado do Índice de Confiança do Comércio sustenta essa perspectiva: o índice avançou 2,0 pontos em junho, frente a maio. Além disso, o fluxo de indivíduos em estabelecimentos comerciais e em atividades de lazer, disponibilizado pelo Google Mobility, registrou alta 3,7 pontos percentuais na média de junho, em relação à média de maio.


Fonte: IBGE