Vendas no Varejo - Volume de vendas do comércio mineiro retrai em fevereiro

Após desempenho positivo registrado em janeiro (alta de 2,8% na variação mensal), as vendas do varejo mineiro retraíram 1,0% em fevereiro, na comparação mensal. No Brasil, as vendas do comércio mostraram avanço, de 0,6%, na mesma base de comparação. Na variação anual, o estado apresentou alta de 0,3% nas vendas do varejo – o nono resultado consecutivo observado. Em contrapartida, o país registrou queda de 3,9%, sendo a segunda performance negativa seguida. Em fevereiro, frente a janeiro, a performance negativa do varejo mineiro foi puxada, principalmente, pelo mau desempenho do segmento de hiper., super., produtos alimentícios, bebidas e fumo.



15/04/2021 - Após desempenho positivo registrado em janeiro (alta de 2,8% na variação mensal), as vendas do varejo mineiro retraíram 1,0% em fevereiro, na comparação mensal. No Brasil, as vendas do comércio mostraram avanço, de 0,6%, na mesma base de comparação.


Na variação anual, o estado apresentou alta de 0,3% nas vendas do varejo – o nono resultado consecutivo observado.


Em contrapartida, o país registrou queda de 3,9%, sendo a segunda performance negativa seguida.


Em fevereiro, frente a janeiro, a performance negativa do varejo mineiro foi puxada, principalmente, pelo mau desempenho do segmento de hiper., super., produtos alimentícios, bebidas e fumo. Essa atividade possui o maior peso na pesquisa (43,8%), e registrou queda de 1,8% no mês. Em contrapartida, os segmentos de livros, jornais revistas e papelaria (42,3%), tecidos, vestuário e calçados (11,7%) e móveis e eletrodomésticos (7,6%) apresentaram resultados positivos, minimizando as perdas observadas no índice geral.


No Brasil, dos oito segmentos investigados, quatro mostraram taxas positivas em fevereiro, frente a janeiro: livros, jornais, revistas e papelaria (15,4%), móveis e eletrodomésticos (9,3%), tecidos, vestuário e calçados (7,8%) e hiper., super, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%). Em contrapartida, os segmentos de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,5%), combustíveis e lubrificantes (-0,4%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-0,4%) e artigos farm., médicos, ort., perf. e cosméticos (-0,2%) apresentaram taxas negativas, na mesma base de comparação.


Em março, deve ser verificada uma queda acentuada das vendas do comércio varejista, devido ao recrudescimento da pandemia e às medidas de restrição à circulação e ao funcionamento de diversas atividades. O resultado do Índice de Confiança do Comércio sustenta essa perspectiva: o índice retraiu 18,5 pontos em março, frente a fevereiro. Além disso, o indicador de mobilidade, disponibilizado pelo Google Mobility, apontou queda de 39,2%, em média, no fluxo de pessoas em estabelecimentos comerciais e em atividades de lazer em março*.


*Em comparação à baseline: 15 de fevereiro 2020.


Fonte: IBGE (FIEMG Economia)