Vendas no Varejo – Março 2021

Volume de vendas do comércio retrai em março.O volume de vendas do comércio varejista retraiu 1,0% em Minas Gerais e 0,6% no Brasil em março, frente a fevereiro. Com esse resultado mensal, o comércio varejista encerrou o primeiro trimestre do ano com alta de 6,0% no estado e queda de 0,6% no país, na comparação com o primeiro trimestre de 2020. Apesar do agravamento da pandemia ao longo de março, o impacto no setor varejista foi menor do que o observado no pior momento de 2020.



11/05/2021 - O volume de vendas do comércio varejista retraiu 1,0% em Minas Gerais e 0,6% no Brasil em março, frente a fevereiro.

Com esse resultado mensal, o comércio varejista encerrou o primeiro trimestre do ano com alta de 6,0% no estado e queda de 0,6% no país, na comparação com o primeiro trimestre de 2020.


Apesar do agravamento da pandemia ao longo de março, o impacto no setor varejista foi menor do que o observado no pior momento de 2020, quando as vendas no varejo caíram 15,6% em Minas Gerais e 18,2% no Brasil em abril de 2020, ante março de 2020.


Em Minas Gerais, a performance negativa do varejo, em março, frente a fevereiro, foi puxada pelo mau desempenho dos segmentos de tecidos, vestuário e calçados (-28,2%), equipamentos e material para escritório (-9,0%), combustíveis e lubrificantes (-6,9%) e móveis e eletrodomésticos (-6,9%). Em contrapartida, os segmentos de artigos farmacêuticos e cosméticos (2,4%), hipermercados e supermercados (2,3%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,1%) e livros, jornais, revistas e papelaria (1,1%) apresentaram resultados positivos, minimizando a perda observada no índice geral.


No Brasil, a performance negativa do varejo foi puxada, sobretudo, pela forte retração nas vendas dos segmentos de tecidos, vestuário e calçados (-41,5%) e móveis e eletrodomésticos (-22,0%). Dos oito segmentos investigados na pesquisa, apenas o segmento de hipermercados e supermercados (2,3%) cresceu no mês.


Os dados de abril referentes ao varejo deverão apresentar altas. A reabertura do comércio, em um contexto de flexibilização das medidas de restrição à circulação na maioria dos estados, e o pagamento da primeira parcela do Auxílio Emergencial deverão contribuir para a recuperação do setor.


O resultado do Índice de Confiança do Comércio sustenta essa perspectiva: o índice cresceu 11,6 pontos em abril, frente a março. Além disso, o indicador de mobilidade, disponibilizado pelo Google Mobility, apontou alta de 8,4%, em média, no fluxo de pessoas em estabelecimentos comerciais e em atividades de lazer em abril, quando comparado a março.


Por: Gerência de Economia - FIEMG


Fonte: IBGE