Taxa de desemprego no Brasil – novembro 2021

A taxa de desemprego no Brasil, medida pela Pnad Contínua, foi de 11,6% no trimestre encerrado em novembro de 2021, recuo de 1,5 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre encerrado em agosto (13,1%). Em relação a igual trimestre de 2020 (14,4%), houve recuo de 2,8 p.p.. O resultado veio em linha com as expectativas de mercado (11,7%). No trimestre, a força de trabalho (pessoas com 14 anos ou mais que estão trabalhando ou procurando emprego) avançou em 1,7 milhão de pessoas e totalizou 107,3 milhões, mesmo nível observado no período pré-pandemia (fevereiro de 2020).



Por: Gerência de Economia e Finanças Empresariais – FIEMG


01/02/2022 - A taxa de desemprego no Brasil, medida pela Pnad Contínua, foi de 11,6% no trimestre encerrado em novembro de 2021, recuo de 1,5 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre encerrado em agosto (13,1%). Em relação a igual trimestre de 2020 (14,4%), houve recuo de 2,8 p.p.. O resultado veio em linha com as expectativas de mercado (11,7%).


No trimestre, a força de trabalho (pessoas com 14 anos ou mais que estão trabalhando ou procurando emprego) avançou em 1,7 milhão de pessoas e totalizou 107,3 milhões, mesmo nível observado no período pré-pandemia (fevereiro de 2020). O avanço da mobilidade, em decorrência da flexibilização, ou mesmo eliminação, das medidas de restrição à atividade econômica na maior parte do país, contribuiu para o resultado.


A população ocupada totalizou 94,9 milhões de pessoas em novembro, aumento de 3,2 milhões ante o trimestre anterior. Na composição por tipo de emprego, o trabalho formal avançou em 1,8 milhão de pessoas, influenciado por “empregado com carteira” (1,3 milhão). O trabalho informal, por sua vez, registrou avanço de 1,4 milhão de pessoas, influenciado por “empregado sem carteira” (837 mil). Além do aumento da mobilidade, que favoreceu a retomada do emprego nos setores mais ligados à circulação de pessoas, as contratações temporárias, típicas de final de ano, nos setores de comércio e de serviços, podem ter influenciado o resultado.


Nesse contexto, o número de desempregados recuou 1,5 milhão frente ao trimestre encerrado em agosto e totalizou 12,4 milhões de pessoas, o menor patamar desde fevereiro de 2020 (12,6 milhões).


Vale pontuar que, apesar da melhora nos números do mercado de trabalho em novembro, o rendimento médio real habitualmente recebido foi estimado em R$ 2.444, o menor valor desde o início da série histórica, iniciada em 2012. O dado sugere que as pessoas estão se inserindo no mercado de trabalho em ocupações de qualificação e remuneração menores, devido à necessidade de recomposição da renda.


PERSPECTIVAS

Nos próximos meses, a população ocupada deverá seguir em recuperação, ainda que em ritmo mais modesto. Se antes as perdas expressivas no mercado de trabalho, provocadas pelos períodos mais intensos da pandemia, permitiram uma recuperação mais contundente, relacionada ao aumento da mobilidade das pessoas, agora, a desaceleração da atividade econômica – em meio a inflação e juros elevados, pode reduzir o ritmo de retomada do emprego – sobretudo o formal.


¹ Expectativas Bloomberg


Fonte: FIEMG (PNAD Contínua – IBGE)