Taxa de Desemprego no Brasil e em Minas Gerais – dezembro 2020

Avanço do trabalho informal explicou recuo da taxa de desemprego no quarto trimestre. No quarto trimestre de 2020, a taxa de desemprego foi estimada em 12,2% em Minas Gerais e em 13,9% no Brasil, de acordo com a PNAD, o que representou recuos de 1,1 ponto percentual e de 0,7 ponto percentual, respectivamente, frente ao terceiro trimestre. A percepção de atividade econômica mais aquecida, a redução no valor do Auxílio Emergencial a partir de setembro e a perspectiva de encerramento, em dezembro.


11/03/2021 - No quarto trimestre de 2020, a taxa de desemprego foi estimada em 12,2% em Minas Gerais e em 13,9% no Brasil, de acordo com a PNAD, o que representou recuos de 1,1 ponto percentual e de 0,7 ponto percentual, respectivamente, frente ao terceiro trimestre. A percepção de atividade econômica mais aquecida, a redução no valor do Auxílio Emergencial a partir de setembro e a perspectiva de encerramento, em dezembro, dos programas de estímulo adotados pelo governo, contribuíram para que as pessoas retomassem a busca por trabalho. A força de trabalho – pessoas com 14 anos ou mais que estão trabalhando ou procurando emprego – avançou em 166 mil e em 3,5 milhões no estado e no país, respectivamente, enquanto o número de desempregados recuou em Minas Gerais (96 mil) e no Brasil (167 mil). O aumento da força de trabalho e a queda do número de desocupados explicaram a redução na taxa de desemprego.


A população ocupada avançou em 262 mil em Minas Gerais e em 3,7 milhões no Brasil. Contudo, esse aumento deve ser observado com cautela. Na composição por tipo de emprego, o crescimento do número de trabalhadores informais (187 mil no estado e 2,4 milhões no país) superou o de trabalhadores formais (74 mil em Minas Gerais e em 1,3 milhão no Brasil). A expansão do trabalho informal foi influenciada, sobretudo, pelo emprego sem carteira (67 mil no estado e 973 mil no país) e por conta própria sem CNPJ (65 mil em Minas Gerais e 1,1 milhão no Brasil). Essas categorias de trabalho são mais precárias e de menor renda.


No estado, os maiores avanços na ocupação foram nos setores de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (81 mil), de outros serviços (54 mil) e de serviços domésticos (44 mil). Indústria geral e construção apresentaram aumentos de 33 mil e de 6 mil, respectivamente, enquanto comércio e agricultura recuaram em 10 mil e em 5 mil, respectivamente.


No país, todos os setores apresentaram crescimento nas ocupações. As maiores elevações se deram no comércio (792 mil), em informação e comunicação (573 mil) e em administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (468 mil). Na indústria geral e na construção, os avanços foram de 333 mil e de 296 mil, respectivamente.


PERSPECTIVA

O esperado recuo na atividade econômica no primeiro trimestre do ano 2021, em função tanto das medidas para conter o recrudescimento da pandemia quanto dos impactos do fim do pagamento do Auxílio Emergencial, poderá conter o avanço da população ocupada nos setores formal e informal. De maneira conjunta, o encerramento do período de quarentena das empresas que aderiram ao Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) poderá contribuir para uma aceleração no ritmo de demissões no mercado de trabalho formal.


Fonte: IBGE