Taxa de desemprego no Brasil – agosto 2021

A taxa de desemprego no Brasil, medida pela Pnad Contínua, foi de 13,2% no trimestre encerrado em agosto de 2021, recuo de 1,4 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre encerrado em maio (14,6%). Em relação a igual trimestre de 2020 (14,4%), houve recuo de 1,2 p.p.. O resultado ficou acima das expectativas de mercado¹ (13,4%). O avanço no calendário de vacinação e, consequentemente, o aumento da mobilidade em decorrência da flexibilização, ou mesmo eliminação, das medidas de restrição à atividade econômica na maior parte do país contribuíram para o resultado. A força de trabalho (pessoas com 14 anos ou mais que estão trabalhando ou procurando emprego) avançou em 2,3 milhões de pessoas, totalizando 103,8 milhões.


Por: Gerência de Economia e Finanças Empresariais – FIEMG


28/10/2021 - A taxa de desemprego no Brasil, medida pela Pnad Contínua, foi de 13,2% no trimestre encerrado em agosto de 2021, recuo de 1,4 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre encerrado em maio (14,6%). Em relação a igual trimestre de 2020 (14,4%), houve recuo de 1,2 p.p.. O resultado ficou acima das expectativas de mercado¹ (13,4%).


O avanço no calendário de vacinação e, consequentemente, o aumento da mobilidade em decorrência da flexibilização, ou mesmo eliminação, das medidas de restrição à atividade econômica na maior parte do país contribuíram para o resultado. A força de trabalho (pessoas com 14 anos ou mais que estão trabalhando ou procurando emprego) avançou em 2,3 milhões de pessoas, totalizando 103,8 milhões.


A população ocupada totalizou 90,2 milhões em agosto, aumento de 3,5 milhões ante o trimestre anterior. No entanto, esse número deve ser visto com cautela: na composição por tipo de emprego, o trabalho informal, usualmente mais precário e de menor renda, registrou avanço de 2,4 milhões de pessoas, influenciado pelo crescimento nos trabalhos de “empregado sem carteira” (987 mil), por “conta própria sem CNPJ” (843 mil), e “trabalhador doméstico sem carteira” (467 mil). O trabalho formal, influenciado por “empregado com carteira”, avançou em 1,2 milhão de pessoas.


Nesse contexto, o número de desempregados recuou 1,1 milhão frente ao trimestre encerrado em maio, totalizando 13,7 milhões de pessoas.


PERSPECTIVAS

O avanço no calendário de vacinação contra a Covid-19 e, consequentemente, o gradual retorno das atividades econômicas à normalidade na maior parte do país deverá contribuir para o avanço da força de trabalho nos próximos meses. A população ocupada deverá seguir em recuperação, influenciada principalmente pelo avanço do mercado de trabalho informal. No entanto, a inflação elevada e o aumento da taxa básica de juros, e, consequentemente, seus impactos negativos na atividade econômica, podem reduzir o ritmo de retomada do emprego – sobretudo do emprego formal – no final de 2021 e, principalmente, em 2022.


¹ Expectativas Bloomberg


Fonte: PNAD Contínua – IBGE



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