Taxa de desemprego no Brasil – abril 2021

A taxa de desemprego no Brasil, medida pela Pnad Contínua, foi de 14,7% no trimestre encerrado em abril de 2021, com altas de 0,5 p.p. frente ao trimestre encerrado em janeiro (14,2%) e de 2,1 p.p. ante igual trimestre de 2020 (12,6%). O resultado veio em linha com as expectativas de mercado¹. O retorno das pessoas à busca por emprego seguiu contribuindo para o crescimento da força de trabalho (pessoas com 14 anos ou mais que estão trabalhando ou procurando emprego). A força de trabalho avançou em 404 mil pessoas no trimestre encerrado em abril.


Por: Gerência de Economia e Finanças Empresariais – FIEMG


06/07/2021 - A taxa de desemprego no Brasil, medida pela Pnad Contínua, foi de 14,7% no trimestre encerrado em abril de 2021, com altas de 0,5 p.p. frente ao trimestre encerrado em janeiro (14,2%) e de 2,1 p.p. ante igual trimestre de 2020 (12,6%). O resultado veio em linha com as expectativas de mercado¹.


O retorno das pessoas à busca por emprego seguiu contribuindo para o crescimento da força de trabalho (pessoas com 14 anos ou mais que estão trabalhando ou procurando emprego). A força de trabalho avançou em 404 mil pessoas no trimestre encerrado em abril.


O recrudescimento da pandemia de Covid-19 no começo de 2021, que levou diversas regiões do país a adotarem medidas mais intensas de restrição à atividade, dificultou a absorção, pelo mercado de trabalho, de pessoas que retomaram a busca por uma vaga. No trimestre encerrado em abril, o total de desempregados chegou a 14,8 milhões, aumento de 489 mil frente ao trimestre encerrado em janeiro.


A população ocupada ficou praticamente estável, em 86 milhões de pessoas. Na composição por tipo de emprego, houve recuo do número de trabalhadores formais (-188 mil) e crescimento dos informais (104 mil).


PERSPECTIVAS

O relaxamento das medidas de restrição à atividade econômica a partir de abril, o avanço no ritmo de vacinação e a melhora da atividade econômica deverão contribuir para o aumento da população ocupada nos próximos meses. Contudo, o elevado contingente de desocupados e o retorno à força de trabalho de pessoas que haviam deixado de procurar emprego seguirão pressionando a taxa de desemprego ao longo do ano.


¹ Expectativas Bloomberg


Fonte: PNAD Contínua – IBGE