Taxa de Desemprego Minas Gerais e Brasil – março 2021

Taxa de desemprego do primeiro trimestre foi a maior desde o início da série histórica. No primeiro trimestre de 2021, a taxa de desemprego foi estimada em 13,8% em Minas Gerais e em 14,7% no Brasil, de acordo com a PNAD, o que representou crescimentos de 1,6 ponto percentual e de 0,8 ponto percentual, respectivamente, frente ao quarto trimestre de 2020. Tanto no estado quanto no país, a taxa de desemprego foi a maior desde o início da série histórica (em março de 2012).


Por: Gerencia de Economia e Finanças Empresariais – FIEMG


01/06/2021 - No primeiro trimestre de 2021, a taxa de desemprego foi estimada em 13,8% em Minas Gerais e em 14,7% no Brasil, de acordo com a PNAD, o que representou crescimentos de 1,6 ponto percentual e de 0,8 ponto percentual, respectivamente, frente ao quarto trimestre de 2020. Tanto no estado quanto no país, a taxa de desemprego foi a maior desde o início da série histórica (em março de 2012).


O número de desempregados cresceu em Minas Gerais (186 mil) e no Brasil (880 mil). Em função do movimento sazonal de contratações, no final do ano, seguido de dispensa de trabalhadores temporários no início de ano, já era esperado crescimento na taxa de desemprego no primeiro trimestre. No entanto, esse movimento se somou aos impactos da pandemia de Covid-19 sobre o mercado de trabalho, elevando o contingente de desempregados a 1,5 milhão de pessoas em Minas Gerais e a 14,8 milhões no Brasil.


A população ocupada ficou praticamente estável, recuando em 62 mil pessoas em Minas Gerais e em 529 mil no Brasil. Na composição por tipo de emprego, no estado, a queda entre os trabalhadores informais foi maior que entre os trabalhadores formais (-55 mil e -8 mil, respectivamente). No país, a retração foi maior entre os trabalhadores formais (-460 mil) que entre os informais (-69 mil).


No estado, os maiores recuos na população ocupada foram nos setores de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (-120 mil) e de outros serviços (-53 mil). A indústria geral apresentou aumento de 35 mil na população ocupada, enquanto o comércio e a agricultura avançaram em 68 mil e em 5 mil, respectivamente.


No país, as maiores retrações se deram no comércio (-293 mil), em alojamento e alimentação (-139 mil) e em administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (-178 mil). Na agricultura e na indústria geral, houve avanços de 35 mil e de 16 mil, respectivamente.


Vale destacar que permaneceram as discrepâncias acima do usual entre as estatísticas de emprego formal da PNAD e do Novo Caged. Enquanto a primeira mostrou recuo de 315 mil postos de trabalho com carteira assinada no país no primeiro trimestre, o segundo apontou criação de 837 mil vagas. Dificuldades na coleta de dados da PNAD, que passou a ser realizada por telefone, e mudanças metodológicas no Novo Caged podem explicar essa diferença acima do usual. Avalia-se que as dificuldades na coleta por telefone da PNAD podem estar subestimando o número de trabalhadores formais na amostra, o que levou o IBGE a divulgar uma nota técnica sobre o processo de ponderação da pesquisa.


PERSPECTIVAS

O relaxamento das medidas de restrição da atividade econômica a partir de abril poderá contribuir para o crescimento da população ocupada nos próximos meses. Contudo, o elevado contingente de desocupados e o retorno à força de trabalho de pessoas que haviam deixado de procurar emprego deverão seguir pressionando a taxa de desemprego ao longo do ano.


Fonte: PNAD Contínua Trimestral – IBGE