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Taxa de desemprego em Minas Gerais marca 7,2% no segundo trimestre do ano

A taxa de desemprego em Minas Gerais, medida pela Pnad Contínua, marcou 7,2% no segundo trimestre de 2022, recuo de 2,1 pontos percentuais (p.p) frente ao primeiro trimestre (9,3%). Vários fatores contribuíram para a melhora do mercado de trabalho do estado no período. A colheita do café explicou as contratações no segmento agrícola e a moagem da cana-de-açúcar justificou o avanço no segmento industrial, especialmente na atividade de fabricação de alimentos. Adicionalmente, o retorno das atividades presenciais nas escolas a partir de março deste ano contribuiu para a contratação de trabalhadores nos segmentos de educação e de outros serviços.



Por: Gerencia de Economia – FIEMG


19/08/2022 - Vários fatores contribuíram para a melhora do mercado de trabalho do estado no período. A colheita do café explicou as contratações no segmento agrícola e a moagem da cana-de-açúcar justificou o avanço no segmento industrial, especialmente na atividade de fabricação de alimentos. Adicionalmente, o retorno das atividades presenciais nas escolas a partir de março deste ano contribuiu para a contratação de trabalhadores nos segmentos de educação e de outros serviços.


A maior parte dos grupamentos de atividade registraram crescimento da população ocupada. Os avanços mais significativos ocorreram na agricultura (89 mil pessoas), na indústria geral (69 mil pessoas), em administração pública, educação, saúde, defesa e seguridade social (64 mil pessoas) e em outros serviços (40 mil pessoas). Em contrapartida, as atividades de transporte (-23 mil pessoas), de comércio (-18 mil pessoas) e de alojamento e alimentação (-7 mil pessoas) registraram recuos no segundo trimestre.


Na comparação com o segundo trimestre de 2021 (12,6%), a taxa de desemprego caiu 5,4 p.p. e a força de trabalho avançou em 402 mil pessoas. O crescimento da população ocupada no período (969 mil pessoas) foi disseminado entre os segmentos formal (671 mil pessoas) e informal (298 mil pessoas).


Vale ressaltar que o resultado do segmento formal foi especialmente influenciado pelo aumento das vagas no setor privado com carteira (382 mil pessoas), enquanto a elevação no segmento informal foi impulsionada pelo acréscimo das vagas no trabalho por conta própria sem CNPJ (112 mil pessoas).


Todos os setores apresentaram avanço na ocupação, com destaque para comércio (194 mil pessoas), administração pública, educação, saúde, defesa e seguridade social (153 mil pessoas), indústria geral (150 mil pessoas) e construção (124 mil pessoas).


PERSPECTIVAS

A população ocupada deverá seguir em crescimento nos próximos meses, conforme sinalizado pelo Índice de Gerente de Compras do setor de Serviços (PMI), da Markit. Vale ressaltar que, a despeito do aumento da taxa básica de juros nos últimos meses e de suas implicações para a economia, os estímulos de curto prazo concedidos pelo governo federal devem impactar positivamente a atividade econômica e, consequentemente, o mercado de trabalho brasileiro e mineiro em 2022.


Fonte: FIEMG

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