Setor florestal deve se manter em alta em 2022

Conforme o diretor da Ibá, a tendência para este ano é de que o consumo de produtos do setor de árvores cultivadas permaneça aquecido. Impulsionado pela produção de itens essenciais, como papel tissue, embalagens de papel) e EPIs (equipamentos de proteção individual) de saúde, assim como pela sustentabilidade associada às suas atividades, o setor florestal saiu fortalecido da pandemia. “O setor soube ler com antecedência a gravidade da pandemia de Covid-19 e se preparou para atender à demanda”, diz José Carlos da Fonseca Jr., diretor executivo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).



11/01/2022 - Impulsionado pela produção de itens essenciais, como papel tissue, embalagens de papel) e EPIs (equipamentos de proteção individual) de saúde, assim como pela sustentabilidade associada às suas atividades, o setor florestal saiu fortalecido da pandemia. “O setor soube ler com antecedência a gravidade da pandemia de Covid-19 e se preparou para atender à demanda”, diz José Carlos da Fonseca Jr., diretor executivo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).


De acordo com a Ibá, em 2020, a produção de celulose, carro-chefe das exportações, foi a segunda maior da história, com 20,952 milhões de toneladas. O segmento manteve seu ritmo de produção acelerado em 2021. No terceiro trimestre, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, houve avanços na fabricação de celulose (+ 4,9%), assim como em papel para imprimir e escrever (+ 15%) e em papéis tissue (+ 1,2%).


Conforme o diretor da Ibá, a tendência para 2022 é de que o consumo de produtos do setor de árvores cultivadas permaneça aquecido, já que o planeta busca cada vez mais itens de origem sustentável. Com receita de US$ 2 bilhões de janeiro a setembro de 2021 no setor, a China deve se manter como principal mercado da celulose nacional, segundo o embaixador.


Na avaliação de Andrés Padilla, analista do Rabobank, neste ano, a tendência é de preços menores da celulose. No segundo semestre de 2021, ele explica que houve uma queda da demanda chinesa, que impactou os preços em todo o mundo. O especialista acredita que essa demanda chinesa reprimida pode ser transferida para o primeiro semestre de 2022, o que poderia elevar os preços. Porém, dois fatores puxam o valor da tonelada para patamares mais baixos: os estoques maiores e o aumento de oferta das novas fábricas da América do Sul.


Fonte: Tissue Online