Setor de árvores cultivadas tem receita bruta de R$116 bilhões em 2020

Relatório Anual da Ibá apresenta o forte desempenho do setor, mesmo em momento tão adverso, e bioinvestimentos de R$62 bilhões até 2024. A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) lança o seu Relatório Anual 2021, referente a 2020, desenvolvido em parceria com o IBRE/FGV. O relatório indica que o setor de árvores cultivadas manteve crescimento, mesmo em um momento tão desafiador com pandemia e crise econômica, mostrando que seus produtos são fundamentais e estão no dia a dia de toda a população. A receita bruta de 2020 bateu recorde novamente, saltando de R$ 97,4 bilhões para R$116 bilhões.



07/12/2021 - A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) lança o seu Relatório Anual 2021, referente a 2020, desenvolvido em parceria com o IBRE/FGV. O relatório indica que o setor de árvores cultivadas manteve crescimento, mesmo em um momento tão desafiador com pandemia e crise econômica, mostrando que seus produtos são fundamentais e estão no dia a dia de toda a população. A receita bruta de 2020 bateu recorde novamente, saltando de R$ 97,4 bilhões para R$116 bilhões.


A participação nas exportações de produtos brasileiros foi de 4,8% em 2020, trazendo divisas na ordem de US$9,8 bilhões. Foram R$ 12,1 bilhões em tributos federais, equivalente a 0,9% da arrecadação do país. Os dados demonstram que a indústria com base nas árvores cultivadas coloca o Brasil como referência mundial em sustentabilidade, na produção de celulose, papel, embalagens, pisos e painéis, entre outros.


O setor ainda avançou na geração de emprego com 1,5 milhão de empregos diretos e indiretos em cerca de mil municípios no país onde atua. Além disso, os programas de fomento florestal, de desenvolvimento de parceiros que destinam parte de suas terras para cultivo de pinus ou eucalipto, já contemplam mais de 1,6 milhão de pequenos produtores participantes.


“Desenvolvemos projetos e ações que caminham rumo ao desenvolvimento sustentável e com o objetivo de reduzir os impactos ambientais e construir uma economia de baixo carbono. Os consumidores estão exigindo cada vez mais produtos verdes e a indústria de base florestal já vem dando suas contribuições”, disse o Embaixador José

Carlos da Fonseca Jr., diretor executivo da Ibá.


Com bioinvestimentos na ordem de R$ 62,75 bilhões até 2024, para florestas, novas fábricas, expansões e ciência e tecnologia, o setor fortalece seu caminhar para uma nova economia de baixo carbono, inclusive visando ampliar sua matriz energética renovável.


O setor de árvores cultivadas tem realizado enormes contribuições. Em 2020, o setor gerou 77,4% de toda energia que foi necessária para suas operações e soma 89% da matriz de fonte renovável.


Atualmente, o setor planta 1 milhão de árvores por dia para fins industriais em 9,55 milhões de hectares. Além disso, mantém para preservação permanente (APPs), reservas legais (RLs) e reservas particulares do patrimônio Natural (RPPNs) outros 6 milhões de hectares, uma área maior do que o Estado do Rio de Janeiro.


“O futuro está nas árvores cultivadas e o setor está do lado certo da equação. A verdadeira biorrefinaria gera soluções inovadoras, sustentáveis e tecnológicas que iluminam o caminho da bioeconomia no Brasil”, explica Paulo Hartung, presidente da Ibá.


O relatório completo está disponível no