Setor de árvores cultivadas mapeia em suas áreas mais de 8 mil espécies entre fauna e flora

O Caderno de Biodiversidade da Ibá traz informações sobre monitoramento, restauração, serviços ecossistêmicos, parcerias com apicultores e cases de sucesso das empresas de base florestal. A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) lança com exclusividade o Caderno de Biodiversidade do Setor de Árvores Cultivadas 2022, destacando o registro de 8.310 espécies de fauna e flora. Os principais grupos monitorados nos biomas incluem flora, aves, mamíferos, anfíbios e répteis. Considerando a flora, foram 5.450 espécies reportadas. Além disso, esse setor registrou mais de 335 espécies que são classificadas como ameaçadas de extinção pelo ICMBio. Tudo isso é resultado de um trabalho de campo que é minuciosamente planejado.


Foto: IBÁ

05/05/2022 - A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) lança com exclusividade o Caderno de Biodiversidade do Setor de Árvores Cultivadas 2022, destacando o registro de 8.310 espécies de fauna e flora.

Os principais grupos monitorados nos biomas incluem flora, aves, mamíferos, anfíbios e répteis. Considerando a flora, foram 5.450 espécies reportadas. Além disso, esse setor registrou mais de 335 espécies que são classificadas como ameaçadas de extinção pelo ICMBio. Tudo isso é resultado de um trabalho de campo que é minuciosamente planejado.

Desde 2019, a Ibá vem reunindo esforços junto a 23 associadas para uma ampla coleta de informações sobre registro da biodiversidade nas áreas das companhias. O levantamento abrange 12 estados, em mais de 220 municípios, em cinco biomas como: Mata Atlântica, Cerrado, Pampa, Amazônia e Caatinga. Algumas informações são resultado dos dados históricos das campanhas de monitoramento que datam 1970, o que torna o Caderno de Biodiversidade ainda mais rico.

“A conservação da biodiversidade e o enfrentamento das mudanças do clima são agendas estratégicas na construção de um caminho seguro para a geração de riquezas. Fauna e flora são vitais para que exista um solo fértil, para um fluxo hídrico regulado e para a produção de alimentos. Ou seja, além de ser fundamental para a vida humana, pode ser ainda mais valorizada por meio de pagamentos de serviços ambientais. E o setor de árvores cultivadas está completamente conectado com o anseio por uma economia sustentável, que preza pela natureza. O Caderno de Biodiversidade é uma ferramenta que traz além dos números, cases e histórias que podem inspirar outros setores e embarcarem nesta agenda urgente e necessária”, afirma Paulo Hartung, presidente da Ibá.

“Essas ações dão mais transparência e visibilidade para o setor. Além disso, evidenciam que as práticas sustentáveis de manejo contribuem para uma agenda positiva pela conservação da biodiversidade”, ressalta Patricia Machado, gerente de Políticas Florestais e Bioeconomia da Ibá.

Além do banco setorial de espécies da fauna e flora, o relatório também traz informações sobre espécies representativas do setor, monitoramento da biodiversidade, restauração, serviços ecossistêmicos, parcerias com apicultores e cases de sucesso das empresas de base florestal.

No levantamento é possível encontrar espécies que estão presentes em diferentes biomas nas áreas das empresas florestais como o Macaco-Muriqui, Lobo Guará, Tamanduá Bandeira, Abelha Mandaçaia, Pica-pau dourado e Sapo martelo, espécies que, muitas vezes, são consideradas vulneráveis ou com risco de extinção da natureza.

A série de ações das companhias reforçam o cuidado e o respeito pelo meio ambiente, com técnicas que são aplicadas há anos pelo setor e que vêm sendo aprimoradas cada vez mais para dialogar com os anseios atuais. Os resultados dos programas de monitoramento de biodiversidade são aplicados na melhoria de diversas fases do manejo florestal, além de contribuir na priorização das áreas para restauração, inclusive na criação de novos corredores ecológicos que fornecem assim alimento, abrigo e permitem o trânsito dos animais. Essas ações estão diretamente alinhadas com agendas e metas globais como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), Plano estratégico do Fórum de Florestas da ONU (UNFF), e os objetivos da Convenção da Diversidade Biológica.

Ao todo, o setor de árvores cultivadas possui 9,5 milhões de hectares destinados a fins industriais e conserva outros 6,05 milhões de hectares. Juntas, as áreas tem potencial de estoque de 4,5 bilhões de toneladas de CO2 eq., um dos principais gases do efeito estufa. Há mais de 20 anos volutariamente certificado por instituições internacionais, como FSC e PEFC/Cerflor, a indústria de base florestal é essencial no dia a dia da sociedade. São cerca de 5.000 bioprodutos que têm origem a partir de fonte renovável como embalagens de papel, livros, cadernos, lenços, fraldas, pisos laminados, painéis de madeira, entre outros. Itens estes que possuem pós-uso adequado, por meio da reciclagem e biodegradabilidade. A versão digital está disponível em no site da Ibá.

SOBRE A IBÁ

A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) é a associação responsável pela representação institucional da cadeia produtiva de árvores plantadas, do campo à indústria, junto a seus principais públicos de interesse. Lançada em abril de 2014, representa 48 empresas e 10 entidades estaduais de produtos originários do cultivo de árvores plantadas - painéis de madeira, pisos laminados, celulose, papel, florestas energéticas e biomassa -, além dos produtores independentes de árvores plantadas e investidores institucionais.

Site: https://iba.org/

Instagram: https://www.instagram.com/iba_oficial/

Facebook: https://web.facebook.com/industriabrasileiradearvores


Fonte: IBÁ