Segmentos da indústria de base florestal revertem impactos causados pela pandemia da Covid-19

Esta é a principal conclusão da última edição do Pöyry Radar, que traz os preços médios da madeira comercializada nas diversas regiões produtoras do Brasil e Índice Nacional de Custo da Atividade Florestal (INCAF).



10/11/2020 - Os efeitos negativos causados pela pandemia da Covid-19 foram, em grande parte, revertidos pelos segmentos que compõe a indústria de base florestal. Esta é principal conclusão da edição do terceiro trimestre de 2020 do Pöyry Radar, boletim trimestral publicado pela Pöyry, empresa internacional de engenharia, projetos e consultoria, e que traz ainda detalhes sobre as variações de consumo e preços de madeira por setor e região, e o Índice Nacional de Custo da Atividade Florestal (INCAF).

“A retomada da atividade econômica, puxada principalmente pela construção civil e a força das exportações, graças à desvalorização do real, foram os grandes motores desta virada”, explica Dominique Duly, gerente de consultoria em Energia e Agroindústria da Pöyry no Brasil.

Com o aumento da demanda, houve valorização dos preços da madeira grossa de pinus em todos os estados analisados – São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Já os preços da madeira fina oscilaram entre a estabilidade e a valorização.

O mercado de madeira de eucalipto foi impactado por fatores locais, como as oscilações na demanda – entre queda e crescimento -, a redução de custos de colheita e o aumento dos custos de frete, que influenciaram os preços de maneira heterogênea nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Índice Nacional de Custo da Atividade Florestal (INCAF)

O Índice Nacional de Custos da Atividade Florestal (INCAF) registou alta de 1,1% no terceiro trimestre de 2020. No período, a inflação, medida pelo IPCA foi de 1,2%. No acumulado dos últimos 12 meses, o INCAF registra alta de 1,8%, em comparação a 3,1% da inflação.

“No terceiro trimestre, a alta do INCAF se deve, principalmente, ao aumento dos custos com combustíveis. Nos últimos 12 meses, os aumentos dos custos com mão de obra e taxa de câmbio têm sido parcialmente compensados por outros fatores, tais quais as quedas do preço de importação dos fertilizantes, do preço do óleo diesel e da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP)”, explica Duly.

Ele acrescenta que, no curto prazo, a evolução do INCAF nem sempre repercute nos preços de madeira pagos pelas indústrias, que dependem muito mais do balanço entre a oferta e a demanda, ou de alguns fatores exógenos, como o dinamismo do mercado de construção americano. “Ainda assim, é um importante termômetro, que possibilita avaliar a rentabilidade dos produtores de madeira”, conclui.

O Pöyry Radar está disponível para assinantes. Para mais informações, entre em contato com Nathalia Moletta através do e-mail: nathalia.moletta@poyry.com.br ou pelo telefone (41) 3051-1163.



Fonte: Celulose Online

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