Segmento professional passa por retomada

A partir de junho, o mercado deu os primeiros sinais de recuperação, o que deve normalizar os índices do consumo fora de casa.



08/09/2020 - Com a flexibilização das medidas de isolamento e a reabertura do comércio no Brasil, está ocorrendo uma leve retomada do consumo Away From Home (fora do lar), também conhecido como segmento professional. Alguns canais estão aquecidos, mesmo que o consumo o nesse setor ainda esteja em alerta e tenha perdido 17% em valor gasto em relação ao trimestre anterior, conforme aponta o levantamento Consumer Insights, da Kantar.

A partir de junho, o mercado deu os primeiros sinais de recuperação. O volume de vendas do comércio varejista, por exemplo, retomou o patamar pré-pandemia, com alta de 0,1% em comparação a fevereiro segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O consumo de energia, considerado um dos termômetros da economia, também indica retomada: teve alta de 7,7% em julho no acumulado em comparação ao mês anterior (junho, que também registrou alta de 6,54% em comparação a maio). Os dados são do Índice Comerc, que apura, desde 2015, o consumo de energia nos 11 principais setores econômicos.

Dez dos 11 setores econômicos monitorados fecharam o mês com alta no consumo de energia, com destaque para o de Papel e Celulose (2,7%). “Dentre todos os setores, Papel & Celulose foi o que mais se destacou no primeiro semestre deste ano. Além do recuo de 6,6% na produção nacional de celulose em 2019, a alta procura por papéis para fins sanitários e embalagens elevou a demanda por celulose em todo o mundo, ajudando o setor a ir na contramão da crise”, avalia Marcelo Ávila, vice-presidente da Comerc Energia.

INDÚSTRIA ALCANÇA O MAIOR NÍVEL

Em julho, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria brasileira alcançou o maior nível desde o início da pesquisa realizada pela IHS Markit, provedora inglesa de informações globais, em fevereiro de 2006. O número divulgado no início de agosto é de 58,2%, ante 51,6% no mês de junho. Para seu cálculo, são considerados fatores como novas encomendas, produção, entregas de matéria-prima, níveis de estoque e empregos. Quando o número é superior a 50%, o setor está passando por crescimento em vez de retração. Ou seja, nos últimos dois meses, a indústria vem se recuperando, com alta importante em julho.

Os dados refletem o escoamento de uma demanda que ficou reprimida nos meses em que houve fechamento de atividades não essenciais como medida de prevenção contra o contágio do coronavírus e a consequente desaceleração econômica. Desse modo, o recorde registrado em julho foi indiretamente causado pelo distanciamento social.

Outro indicador positivo trazido pela pesquisa é que o índice de emprego aumentou para 52,3, pela primeira vez acima de 50 desde março. Além disso, a produção cresceu para 62,4, ante 54,6. Por outro lado, a demanda doméstica teve o segundo maior crescimento de pedidos da série histórica, atrás apenas do número registrado em janeiro de 2010.

Apesar da queda nas exportações, pelo 11º mês consecutivo, o saldo é positivo, bem como o índice de confiança sobre o futuro e a recuperação da economia: mais de 80% das pessoas entrevistadas pela pesquisa acreditam que haverá crescimento e que as empresas recuperarão a queda das vendas e da demanda nos 12 meses subsequentes.

AUMENTO NO SETOR PROFESSIONAL

Com essas boas projeções na economia, pode-se dizer que o setor professional volta a ganhar força. Com a reabertura de shopping, escolas, grandes centros comerciais e a retomada para o trabalho presencial, além da geração dos novos postos de trabalho, o consumo fora de casa tende a aumentar.

No caso do mercado de papel tissue, deve haver cada vez mais consumo fora de casa, principalmente em decorrência dos novos hábitos de higiene da população. Ao sair de casa, principalmente a fim de evitar contaminações, a população tende a preferir, por exemplo, papéis toalha em vez de os secadores de mão.

Os guardanapos também tendem a crescer com a volta de eventos, ocasiões sociais e fortalecimento do setor gastronômico. Os higiênicos, que já tiveram um boom na linha de consumo, devem voltar ao patamar na linha institucional, pois com a retomada das atividades externas, será cada vez mais consumido fora de casa.

Fonte: Tissue Online

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