Reforma tributária proposta não agrada ao setor produtivo de Minas Gerais

A proposta de reforma tributária, enviada pelo governo federal ao Congresso, tem desagradado ao setor produtivo mineiro. A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), a Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) são contrárias à medida. A reforma prevê a reformulação do sistema tributário brasileiro, simplificando a arrecadação de taxas, impostos e contribuições e substituindo cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O texto, no entanto, esbarra na redução dos custos administrativos por parte do governo.


Texto do governo federal recebe duras críticas de entidades como

Fiemg, CDL-BH e ACMinas.

Por HELLEM MALTA


24/08/2021 - A proposta de reforma tributária, enviada pelo governo federal ao Congresso, tem desagradado ao setor produtivo mineiro.


A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), a Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) são contrárias à medida. A reforma prevê a reformulação do sistema tributário brasileiro, simplificando a arrecadação de taxas, impostos e contribuições e substituindo cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).


O texto, no entanto, esbarra na redução dos custos administrativos por parte do governo.


Para a Fiemg, o projeto não contempla a simplificação dos tributos, um pedido antigo da classe empresarial do país. O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, diz que o texto não deveria ser votado antes da reforma administrativa.


“Os empresários entendem que reforma tributária ideal deve ser aquela que unifica e simplifica impostos, colaborando para a redução do custo Brasil. Isso só será possível com o enxugamento da máquina pública, ou seja, com o corte de custos administrativos do Fisco”, diz.


“A ACMinas é contra a proposta porque a reforma tributária é apenas um pequeno curativo, que não vai resolver os problemas”, completa o diretor da entidade Dalmar Pimenta, membro do conselho jurídico.


O presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva, também defende uma reforma tributária justa.


“A gente pede que efetivamente haja uma redução da carga tributária no país. Não adianta fazer uma reforma só de impostos federais e depois entrar na discussão dos impostos estaduais e municipais. A gente tem que acabar com essa indecência que é trabalhar 154 dias do ano para pagar imposto no Brasil. Temos que fazer uma reforma tributária justa, contemplando a arrecadação de impostos, e deixar a iniciativa privada trabalhar. Hoje, poucas pessoas pagam impostos, as empresas têm um sobrecarga de impostos, e isso inibe a contratação formal. Precisamos achar um equilíbrio”, afirma.


Para o setor industrial mineiro, a reforma é urgente e ne