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Redução das emissões de carbono é prioridade em MG

Documento estratégico inclui trabalho em conjunto com o setor produtivo. Depois do pioneirismo na América Latina e Caribe ao aderir à campanha mundial Race To Zero, o governo de Minas busca, agora, construir junto do setor produtivo, as melhores práticas e caminhos para zerar as emissões de carbono nos próximos anos. Concluído recentemente, o Plano de Ação Climática de Minas Gerais (Plac-MG) acaba de ser incluído na carteira de projetos prioritários e estratégicos do Estado para o período 2023-2026.


Foto: Plano junto ao setor produtivo é baseado em mitigação das emissões, conversão e compensação | Crédito: Arquivo/Agência Brasil


13/06/2023 - Depois do pioneirismo na América Latina e Caribe ao aderir à campanha mundial Race To Zero, o governo de Minas busca, agora, construir junto do setor produtivo, as melhores práticas e caminhos para zerar as emissões de carbono nos próximos anos. Concluído recentemente, o Plano de Ação Climática de Minas Gerais (Plac-MG) acaba de ser incluído na carteira de projetos prioritários e estratégicos do Estado para o período 2023-2026.


Na prática, o plano prevê a neutralização da emissão regional de gases de efeito estufa em 20% até 2030 e em 100% até 2050. O documento está dividido em 28 ações, 103 sub-ações e 199 metas. Das 28 ações, 16 são de mitigação da emissão de gases e as outras 12 se relacionam à adaptação, trabalhando a resiliência do Estado frente às mudanças climáticas.


Mas os esforços do Executivo no campo da sustentabilidade não param por aí. Durante o painel Race To Zero e a Economia de Baixo Carbono, realizado ontem (12), em Belo Horizonte, para discutir caminhos e ações em prol de um futuro saudável, resiliente e com baixa emissão de gases, o vice-governador Mateus Simões (Novo) falou sobre o trabalho do governo na construção de premissas que ancorem as metas estabelecidas. E também sobre os desafios impostos no que se refere às cadeias produtivas e ao mercado internacional.


“Temos o compromisso de tentar construir e aplicar ainda dentro do governo Zema a política de carbono zero de Minas Gerais. O plano é público e qualquer pessoa pode consultar a estratégia que temos adotado para construir a neutralidade de carbono necessária para a economia”, afirmou.


Plano prevê mitigação, conversão e compensação

O vice-governador ponderou que, historicamente, a conversão do modelo produtivo se tornou a forma mais óbvia de se buscar a neutralidade. Mas que alguns setores precisarão de medidas compensatórias ou a substituição da matriz simplesmente não vai acontecer. Por isso, o plano aborda três grandes aspectos: a mitigação da emissão, a conversão e a compensação para cada um dos setores.


“Um compromisso construído conjuntamente com o setor produtivo. Não assinamos sozinho o Race To Zero. A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e a Federação da Agricultura (Faemg) assinaram conosco. E eles, que são, na verdade, quem tem de cumprir as metas, participaram da construção do que seria o mapa da neutralidade até 2050”, alertou.


Em relação aos desafios, Simões ressaltou a preocupação com o mercado internacional no que se refere às limitações de mercado, baseando-se no cumprimento de metas e ações sustentáveis.


Para Marília, “mudança do clima não é agenda do Meio Ambiente”

Da mesma forma, a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo, ressaltou que a implementação da campanha não é uma exclusividade do Estado. Ou seja, para ela, o Poder Executivo precisa de parceria para seguir em frente. Seja com o setor produtivo, com detentores de novas tecnologias ou até mesmo com demais agentes públicos e representantes de órgãos e instituições mineiras.


“De fato é um grande desafio e passa por diversas áreas do conhecimento. A gente acha que mudança do clima é uma agenda de Meio Ambiente e não é. É um grande desafio em termos de política pública, mas só será viável se o setor privado, o setor público e a sociedade se engajarem. Esta é uma agenda muito mais da economia do que do meio ambiente. Por isso, o Race To Zero se tornou um programa estratégico do governo de Minas. A iniciativa integra a carteira de projetos do governador e vai ser acompanhada periodicamente com todas as ações e metas que foram estipuladas”, garantiu.


Ainda no campo público, o vice-presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Antônio Claret Junior, abordou a atuação da instituição de fomento nestas e em outras iniciativas sustentáveis. Segundo ele, o BDMG trabalha com diferentes opções de fundings junto a bancos multilaterais, que exigem contrapartidas alinhadas à sustentabilidade. “Se não formos um banco literalmente verde, não conseguimos o dinheiro”, explicou.


Neste sentido, ele citou a parceria com o Banco Europeu de Investimento (BEI). Em 2019, o governo mineiro assinou um convênio com o BEI de 100 milhões de euros. Os recursos, quase em sua totalidade, foram aplicados em projetos de energia solar. Em função da pandemia, o banco autorizou que parte dos recursos fosse destinada às empresas de pequeno e médio porte, como capital de giro. Além disso, o contrato recebeu um aditivo em 2021, para liberar outros 20 milhões de euros.


Painel discutiu a emissão de carbono em diversos setores

O vice-governador, a secretária e o vice-presidente do BDMG falaram sobre as ações sob a ótica da gestão pública durante o painel Race To Zero e a Economia de Baixo Carbono. Este foi o primeiro de uma série de palestras, debates e propagações que acontecerão Brasil afora. O objetivo é discutir uma nova forma de olhar para a questão climática ambiental não apenas no País, mas no mundo.


Em uma realização do grupo Celo4 | Earth e com o apoio de uma série de entidades e do Grupo Verden, o start ocorreu em Belo Horizonte não por acaso. Mas como forma de impulsionar o Estado no cumprimento de sua meta de zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050. Já o próximo encontro está marcado para São Paulo, no próximo dia 29.

A idealizadora do evento, consultora Sócio-Ambiental e Membro Nacional do Meio Ambiente, Patrícia Boson, enfatizou a importância desse tipo de discussão. Ela considera o movimento “um novo negócio para transformar a questão ambiental no ativo que deve ser preservado, valorizado e assim ter um mercado promissor de ativos ambientais”.


Para isso, os organizadores reuniram grandes lideranças do governo e da área empresarial e industrial, especificamente, do segmento de transporte.


Neste contexto, o CEO Zero Carbon Logistics, Felipe Marçal Cota, apresentou o case da empresa, que oferece soluções logísticas e locações para reduzir as emissões de carbono. Entre os ativos da antiga Transcota, estão veículos elétricos e uma fazenda sustentável que compensa todo o carbono emitido nas operações da empresa.


Por fim, o CEO da Celo4 | Earth, Murilo Ferreira, também criador da Plataforma Verden, apresentou a tecnologia que permite a gestão das emissões de gases de efeito estufa, a compensação especializada e certificada de emissões veiculares. A proposta é democratizar o acesso das empresas de transporte ao mercado de créditos de carbono.


Fonte: jornal Diário do Comércio

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