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Produção industrial sobe depois de seis meses

Sazonalidade influenciou o desempenho do setor em março. A produção industrial em Minas Gerais avançou depois de seis meses de retração. As informações são da Sondagem Industrial do mês de março divulgada pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). O índice de evolução da produção no mês de março registrou alta de 8,5 pontos em relação a fevereiro (47,8) e alcançou 56,3 pontos, ultrapassando os 50 pontos – limite entre queda e elevação.


Indicador de evolução dos números de empregados cresceu 1,2 ponto comparado com o mês anterior | Crédito: José Paulo Lacerda/CNI



Juliana Sodré


09/05/2023 - A produção industrial em Minas Gerais avançou depois de seis meses de retração. As informações são da Sondagem Industrial do mês de março divulgada pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). O índice de evolução da produção no mês de março registrou alta de 8,5 pontos em relação a fevereiro (47,8) e alcançou 56,3 pontos, ultrapassando os 50 pontos – limite entre queda e elevação.


A economista da Fiemg Daniela Muniz aponta que a sazonalidade é um dos principais fatores desse registro. “É natural que no fim no ano, no último trimestre, ocorra uma desaceleração e o primeiro trimestre do ano seguinte registre essa alta, por isso, não é um registro tão expressivo. Além disso, o mês de março possui mais dias úteis que o mês de fevereiro. Ao mesmo tempo, pode ser o início de uma retomada pós-pandemia, mas ainda não podemos afirmar”, pontua.


Daniela Muniz lembra que desde 2020 a desarticulação da cadeia produtiva desestabilizou o processo industrial e a volta à normalidade pode estar acontecendo agora. “Nós só vamos ter certeza se essa alta é pontual ou uma tendência, quando tivermos os dados dos próximos meses”, explica.


Além da produção industrial, a pesquisa mostrou que o emprego aumentou pela segunda vez seguida. O indicador de evolução dos números de empregados cresceu 1,2 ponto comparado com o mês anterior e registrou 52,2 pontos ante a 51 em fevereiro.


Insatisfação

Apesar dos índices positivos, os indicadores financeiros do primeiro trimestre do ano pioraram em relação ao trimestre anterior e os empresários demonstraram insatisfação com as atuais margens de lucro de seus negócios. Pelo segundo semestre consecutivo, a Sondagem registrou queda e marcou 47,7 pontos, recuando 1,3 ponto frente ao último trimestre de 2022 (49 pontos).


As dificuldades de acesso ao crédito é outro descontentamento por parte do setor. O índice de março de 39,5 pontos registrou queda de 5,2 pontos frente ao último trimestre de 2022 (44,7 pontos).


Somado às insatisfações por parte dos empresários está também o acúmulo indesejado de estoques. É o quinto mês que os acúmulos de produtos finais estão acima do planejado pelas indústrias. No mês de março, o índice chegou a marcar 50,5 pontos ante os 50,2 pontos desejados pelo setor.


“O descontentamento dos empresários é reflexo de todo o cenário atual: alta da inflação, altas taxas de juros nos créditos encarecidos pelas altas taxas de inadimplência que juntos contribuem para a redução da demanda interna”, explica Daniela Muniz.


Outro problema enfrentado pelas indústrias apontado na pesquisa é a elevada carga tributária. O item voltou a ocupar o topo da tabela dos problemas enfrentados pelo setor na Sondagem depois de dar lugar para o item ‘falta ou alto custo da matéria-prima’ desde o último trimestre de 2020. Para essa mudança, Daniela Muniz atribui a já citada desestabilização da cadeia produtiva durante o período pandêmico e alguns resquícios da guerra da Ucrânia.


Expectativas

O índice de expectativa de demanda marcou 55,9 pontos em abril, registrando uma queda de 0,6 ponto ante março (56,5 pontos). Porém, o resultado sinalizou perspectiva de crescimento da demanda nos próximos seis meses pela 34ª vez seguida, ao ficar acima dos 50 pontos – limite entre recuo e expansão. Em relação a abril de 2022 (59,1

pontos), o indicador caiu 3,2 pontos, sendo o menor para o mês desde 2020.


Já o indicador de intenção de investimento registrou 60,2 pontos em abril, um aumento de 3,6 pontos em relação ao mês anterior (56,6 pontos). Porém, ante abril de 2022 (60,4 pontos), o indicador registrou pequena queda, de 0,2 ponto.


Fonte: Diário do Comércio

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