Produção industrial mineira registra estabilidade em maio/2022

A produção da indústria de Minas Gerais ficou estável (0,1%) entre abril e maio, resultado ligeiramente inferior ao brasileiro (0,3%). O segmento extrativo aumentou 4,5%, e o de transformação cresceu 2,3% – este último recuperando-se da retração de 1,7% no mês anterior. No segmento de transformação, nove das 12 atividades pesquisadas mostraram elevação da produção em maio, com destaque para fumo (7,3%), máquinas e equipamentos (5,1%) e veículos (3,7%). Por sua vez, as atividades de papel e celulose (-6,4%) e de bebidas (-3,2%) recuaram.



Por Gerência de Economia e Finanças Empresariais- FIEMG


12/07/2022 - A produção da indústria de Minas Gerais ficou estável (0,1%) entre abril e maio, resultado ligeiramente inferior ao brasileiro (0,3%). O segmento extrativo aumentou 4,5%, e o de transformação cresceu 2,3% – este último recuperando-se da retração de 1,7% no mês anterior.


No segmento de transformação, nove das 12 atividades pesquisadas mostraram elevação da produção em maio, com destaque para fumo (7,3%), máquinas e equipamentos (5,1%) e veículos (3,7%). Por sua vez, as atividades de papel e celulose (-6,4%) e de bebidas (-3,2%) recuaram.


No acumulado do ano até maio, a produção da indústria mineira decresceu 2,2%, resultado próximo ao registrado no país (-2,6%).


Tanto o segmento de transformação (-2,2%) como o extrativo (-2,6%) caíram – este último em razão do elevado volume de chuvas em janeiro, o que afetou a produção e o escoamento de minério de ferro.


No segmento de transformação, seis atividades mostraram decréscimo no acumulado do ano até maio, com destaque para têxteis (-24,4%), produtos de metal (-23,5%) e veículos (-9,9%). Por sua vez, destacaram-se positivamente as atividades de metalurgia (5,8%) – influenciada pela maior produção de zinco e de ferronióbio –, de derivados do petróleo e biocombustíveis (6%) e de máquinas e equipamentos (5,5%) – em virtude da maior produção de implementos utilizados na construção.


PERSPECTIVAS

A expectativa para os próximos meses é de desempenho moderado da indústria mineira. Os estímulos econômicos, como a liberação de recursos do FGTS e a redução da alíquota de ICMS sobre combustíveis, energia e comunicações podem impactar positivamente a demanda por bens industriais, especialmente no curto prazo.


Entretanto, o aumento das taxas de juros, a desaceleração econômica mundial e as dificuldades na cadeia global de suprimentos poderão afetar negativamente o desempenho da indústria, sobretudo a partir do segundo semestre.


Fonte: IBGE e FIEMG