Produção industrial mineira recua 0,2% em setembro

A produção da indústria mineira caiu 0,2% entre agosto e setembro, queda próxima à observada na produção da indústria brasileira (-0,4%). O segmento de transformação (-1,5%) retraiu, enquanto o extrativo (10,6%) avançou. Na indústria de transformação, 6 das 12 atividades pesquisadas recuaram, com destaque para outros produtos químicos (-15,6%), fumo (-8,2%), alimentos (-6,6%) e veículos (-4,7%). Por sua vez, os maiores avanços ocorreram em produtos de metal (15,1%) e em papel e celulose (7,5%). Entre o segundo e o terceiro trimestres, a produção apresentou retração de 2,6%, influenciada pelo segmento de transformação (-2,8%). Em contrapartida, a indústria extrativa avançou 3,9% no período. Dentre as atividades, nove mostraram recuo, com destaque para outros produtos químicos (-19,7%), veículos (-15,1%), fumo (-7,2%) e alimentos (-6,4%).



Por: Gerência de Economia e Finanças Empresariais – FIEMG


16/11/2021 - A produção da indústria mineira caiu 0,2% entre agosto e setembro, queda próxima à observada na produção da indústria brasileira (-0,4%). O segmento de transformação (-1,5%) retraiu, enquanto o extrativo (10,6%) avançou.


Na indústria de transformação, 6 das 12 atividades pesquisadas recuaram, com destaque para outros produtos químicos (-15,6%), fumo (-8,2%), alimentos (-6,6%) e veículos (-4,7%). Por sua vez, os maiores avanços ocorreram em produtos de metal (15,1%) e em papel e celulose (7,5%).


Entre o segundo e o terceiro trimestres, a produção apresentou retração de 2,6%, influenciada pelo segmento de transformação (-2,8%). Em contrapartida, a indústria extrativa avançou 3,9% no período. Dentre as atividades, nove mostraram recuo, com destaque para outros produtos químicos (-19,7%), veículos (-15,1%), fumo (-7,2%) e alimentos (-6,4%). Em contrapartida, avançaram mais fortemente as atividades de derivados de petróleo e biocombustíveis (9,3%) e de metalurgia (6,2%).


Na comparação interanual, a produção industrial mineira cresceu 5%. As atividades de máquinas e equipamentos (29,7%) e de metalurgia (22,1%) apresentaram os maiores avanços. Por sua vez, as atividades de outros produtos químicos (-30,7%) – com menor produção de fertilizantes minerais – e de alimentos (-12,8%) mostraram os recuos mais intensos.


PERSPECTIVAS

Para os próximos meses, a expectativa é de desaceleração da produção industrial, influenciada pela desorganização nas cadeias globais de valor, que tem prolongado a dificuldade na obtenção de insumos e de matérias-primas. No cenário externo, a crise global de energia e a instabilidade no segmento imobiliário chinês representam riscos ao desempenho da indústria mineira. No cenário nacional, a inflação em níveis elevados e o aumento das taxas de juros deverão impor desafios adicionais à produção industrial.


Fonte: IBGE e FIEMG