Produção Industrial Minas Gerais - Janeiro 2021

Após oito meses consecutivos de avanço, indústria mineira recua 0,5% em janeiro. A produção da indústria mineira caiu 0,5% entre dezembro e janeiro de 2021, desempenho inferior ao da indústria brasileira, que cresceu 0,4%. A queda deveu-se pelos recuos nas indústrias extrativa (-6,7%) e de transformação (-0,8%). Os dados da produção industrial de janeiro ficaram em linha com o sinalizado pela pesquisa Indicadores Industriais da FIEMG, que registrou queda de 0,4% nas horas trabalhadas na produção frente a dezembro.


11/03/2021 - A produção da indústria mineira caiu 0,5% entre dezembro e janeiro de 2021, desempenho inferior ao da indústria brasileira, que cresceu 0,4%. A queda deveu-se pelos recuos nas indústrias extrativa (-6,7%) e de transformação (-0,8%). Os dados da produção industrial de janeiro ficaram em linha com o sinalizado pela pesquisa Indicadores Industriais da FIEMG, que registrou queda de 0,4% nas horas trabalhadas na produção frente a dezembro.


Quatro das 12 atividades pesquisadas registraram crescimento, com destaque para alimentos (6,4%). Por sua vez, os recuos mais intensos foram em máquinas e equipamentos (-12,2%), têxteis (-10,7%) e metalurgia (-6,8%).


A produção industrial mineira aumentou 9,8% na comparação com janeiro de 2020. O resultado foi melhor que o observado na indústria brasileira (2,0%) e foi puxado pelos avanços nas indústrias extrativa (13,1%) e de transformação (9,1%). Destacaram-se as atividades de veículos (35,3%), de máquinas e equipamentos (32,5%) e de minerais não metálicos (19,6%).


PERSPECTIVAS

A evolução da pandemia de Covid-19 influenciará o desempenho da atividade industrial nos próximos meses. A princípio, o avanço da contaminação, combinado com o atraso no calendário de vacinação, impõe a necessidade de rodadas mais rígidas de distanciamento social, impactando negativamente a atividade econômica como um todo.


Ainda assim, as perspectivas para o ano são de recuperação da indústria. Contudo, a velocidade de retomada dos setores deve ser desigual. Por um lado, as atividades ligadas ao ciclo de commodities – como a extrativa e a metalúrgica – devem apresentar crescimento mais forte. Por outro lado, atividades ligadas à produção de bens de consumo duráveis – mais sensíveis à renda – devem registrar desempenho modesto.


Fonte: IBGE