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Produção Industrial do Brasil janeiro/2023 - Indústria inicia o ano com queda

A produção industrial brasileira caiu 0,3% em janeiro, ante dezembro. O resultado veio em linha com as expectativas de mercado. A indústria de transformação recuou 0,8%, enquanto a extrativa avançou 1,8%. Três das quatro grandes categorias recuaram, com destaque para bens de capital (-4,2%). Por sua vez, a produção de bens de consumo não duráveis ficou estável. Dentre as 24 atividades pesquisadas, 11 recuaram em janeiro. As maiores quedas foram em farmoquímicos e farmacêuticos (-13%) – devolvendo o avanço de 17,5% registrado em dezembro.



04/04/2023 - A produção industrial brasileira caiu 0,3% em janeiro, ante dezembro. O resultado veio em linha com as expectativas de mercado. A indústria de transformação recuou 0,8%, enquanto a extrativa avançou 1,8%.


Três das quatro grandes categorias recuaram, com destaque para bens de capital (-4,2%). Por sua vez, a produção de bens de consumo não duráveis ficou estável. Dentre as 24 atividades pesquisadas, 11 recuaram em janeiro. As maiores quedas foram em farmoquímicos e farmacêuticos (-13%) – devolvendo o avanço de 17,5% registrado em dezembro –, impressão e reprodução (-6,8%) e veículos (-6%). A queda na produção do segmento automotivo já era esperada, dada a antecipação da produção de veículos pesados com regras de emissão de poluentes menos rígidas do que as em vigor a partir de 2023.


Em relação a janeiro de 2022, a produção industrial cresceu 0,3%, puxada pelo avanço de 2% na indústria extrativa, ao passo que a indústria de transformação ficou estável. Dentre as atividades pesquisadas, oito cresceram, com destaque para farmacêuticos (34,1%), outros equipamentos de transporte (27%) e móveis (9,2%) – esta última apresentou o primeiro crescimento nessa base de comparação após 19 meses. Por sua vez, as atividades de produtos de madeira (-21,5%), impressão e reprodução (-21,2%) e informática e eletrônicos (-12,6%) apresentaram os maiores recuos.


Perspectivas

As expectativas para os próximos meses são de desempenho moderado da indústria brasileira. A taxa básica de juros em patamar elevado deve continuar afetando negativamente os investimentos e o consumo de bens, especialmente aqueles mais dependentes do ciclo de crédito. Por sua vez, o mercado de trabalho aquecido e a continuidade do processo de recomposição da renda das famílias podem estimular o consumo de bens não duráveis. No longo prazo, a diminuição das incertezas fiscais pode contribuir para a queda da percepção de risco e favorecer os investimentos.


Fonte: IBGE

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