Produção Industrial de Minas Gerais recua 3,9% em outubro de 2021

A produção da indústria mineira caiu 3,9% entre setembro e outubro. A queda – a quinta consecutiva – foi maior do que a observada na indústria brasileira (-0,6%). Os segmentos extrativo (-22,3%) e de transformação (-3,0%) recuaram no período. A retração no segmento extrativo foi explicada, em parte, pela menor demanda por minério de ferro na China, devido às restrições à produção de aço no país asiático no segundo semestre de 2021. Na indústria de transformação, 10 das 12 atividades pesquisadas recuaram, com destaque para têxteis (-14,2%), produtos de metal (-12,2%) e alimentos (-5,5%). Por sua vez, avançaram as atividades de fumo (3,8%) – revertendo parte da queda de 8,0% do mês anterior – e de derivados do petróleo e biocombustíveis (0,3%).



Por: Gerência de Economia e Finanças Empresariais- FIEMG


14/12/2021 - A produção da indústria mineira caiu 3,9% entre setembro e outubro. A queda – a quinta consecutiva – foi maior do que a observada na indústria brasileira (-0,6%). Os segmentos extrativo (-22,3%) e de transformação (-3,0%) recuaram no período.


A retração no segmento extrativo foi explicada, em parte, pela menor demanda por minério de ferro na China, devido às restrições à produção de aço no país asiático no segundo semestre de 2021.


Na indústria de transformação, 10 das 12 atividades pesquisadas recuaram, com destaque para têxteis (-14,2%), produtos de metal (-12,2%) e alimentos (-5,5%). Por sua vez, avançaram as atividades de fumo (3,8%) – revertendo parte da queda de 8,0% do mês anterior – e de derivados do petróleo e biocombustíveis (0,3%).


No acumulado do ano, a indústria mineira cresceu 12,0%, aumento superior ao da indústria brasileira (5,7%) e o segundo maior das regiões pesquisadas. Tanto o segmento extrativo (17,8%) quanto o de transformação (10,7%) avançaram. Dentre as atividades, destacam-se: veículos (55,3%) – com influência de veículos para transporte de mercadorias –, máquinas e equipamentos (46,3%) e metalurgia (19,0%).


PERSPECTIVAS

Para os próximos meses, a expectativa é de desaceleração da produção industrial. Pelo lado da oferta, as dificuldades na obtenção de insumos e os custos elevados de produção devem continuar. Pelo lado da demanda, a redução do poder de compra das famílias – em função da inflação elevada –, o aumento da taxa básica de juros (Selic) e a continuidade do processo de substituição do consumo de alguns bens pelo consumo de serviços devem influenciar negativamente a produção industrial.


Fonte: IBGE e FIEMG