Produção industrial cai 1,3% em abril, marcando o terceiro recuo seguido

Entre março e abril, a produção física da indústria brasileira decresceu pelo terceiro mês consecutivo, em 1,3%, resultado pior do que o esperado pelo mercado (-0,1%). A queda foi explicada pelo recuo de 2,2% da indústria de transformação, em um contexto de recrudescimento da pandemia. Por sua vez, a indústria extrativa avançou 1,6%. Dos grandes setores pesquisados, as produções de bens de capital (2,9%) e de bens de consumo duráveis (1,6%) cresceram, ao passo que as produções de bens de consumo não duráveis (-0,9%) e de bens intermediários (-0,8%) caíram.



Por: Gerência de Economia - FIEMG


08/06/2021 - Entre março e abril, a produção física da indústria brasileira decresceu pelo terceiro mês consecutivo, em 1,3%, resultado pior do que o esperado pelo mercado (-0,1%). A queda foi explicada pelo recuo de 2,2% da indústria de transformação, em um contexto de recrudescimento da pandemia. Por sua vez, a indústria extrativa avançou 1,6%.


Dos grandes setores pesquisados, as produções de bens de capital (2,9%) e de bens de consumo duráveis (1,6%) cresceram, ao passo que as produções de bens de consumo não duráveis (-0,9%) e de bens intermediários (-0,8%) caíram.


Dentre as 26 atividades pesquisadas, 18 apresentaram queda no mês. Destacaram-se negativamente as atividades de impressão e reprodução (-34,8%), de derivados do petróleo e biocombustíveis (-9,5%) – devido à menor produtividade da safra de cana-de-açúcar – e de couro e calçados (-8,9%). Por sua vez, avançaram mais fortemente as atividades de produtos de madeira (2,8%) e de máquinas e equipamentos (2,6%) – com maior produção de implementos destinados à agropecuária e ao uso industrial.


Na comparação interanual, a produção industrial cresceu 34,7%. Contudo, o avanço expressivo refletiu uma base de comparação depreciada, tendo em vista que, devido à pandemia de Covid-19, a produção industrial de abril de 2020 registrou o menor nível da série histórica, iniciada em 2002.


PERSPECTIVAS

As perspectivas para os próximos meses são de recuperação da produção industrial, com continuidade da recomposição dos estoques e influenciada, sobretudo, pelos aumentos das produções da indústria extrativa e do segmento de bens de capital. No entanto, a alta taxa de desemprego, os elevados índices de preços ao produtor e ao consumidor e as dificuldades logísticas impõem riscos à atividade.


O Índice Gerente de Compras (PMI- IHS Markit) de maio mostrou recuperação do setor industrial frente a abril, com aumento modesto nas vendas.


Segundo a pesquisa, as empresas apontaram ampliação da produção, da compra de insumos e do número de trabalhadores no mês.


Fonte: IBGE