Produção industrial brasileira recua 2,4% em janeiro de 2022

A produção da indústria brasileira caiu 2,4% em janeiro, ante dezembro. O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado (-1,9%) e foi explicado pelas quedas tanto no setor extrativo (-5,2%) quanto no de transformação (-2,2%). Todos os grandes setores pesquisados recuaram, com destaque para bens de consumo duráveis (-11,5%) e bens de capital (-5,6%). Dentre as 26 atividades pesquisadas, 20 registraram retração no mês, com destaque para veículos (-17,4%), farmoquímicos e farmacêuticos (-5,4%) e metalurgia (-2,8%).* Por sua vez, as atividades de petróleo e biocombustíveis (3,5%) e de alimentos (1,4%) apresentaram as maiores elevações.



15/03/2022 - A produção da indústria brasileira caiu 2,4% em janeiro, ante dezembro. O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado (-1,9%) e foi explicado pelas quedas tanto no setor extrativo (-5,2%) quanto no de transformação (-2,2%).


Todos os grandes setores pesquisados recuaram, com destaque para bens de consumo duráveis (-11,5%) e bens de capital (-5,6%).


Dentre as 26 atividades pesquisadas, 20 registraram retração no mês, com destaque para veículos (-17,4%), farmoquímicos e farmacêuticos (-5,4%) e metalurgia (-2,8%).* Por sua vez, as atividades de petróleo e biocombustíveis (3,5%) e de alimentos (1,4%) apresentaram as maiores elevações.


Nos últimos 12 meses, a produção industrial brasileira registrou avanço de 3,1%. A produção da indústria de transformação cresceu 3,5% e a da indústria extrativa aumentou 0,5%.


No âmbito das grandes categorias, destacou-se a elevação de 25,5% em bens de capital – puxada pela maior produção de veículos pesados, de implementos agrícolas e de equipamentos de uso na construção e na mineração.


Houve avanço em 18 das 26 atividades pesquisadas, com destaque para máquinas e equipamentos (22,1%), veículos (17,2%) e metalurgia (14,0%). Em contrapartida, os maiores recuos foram nas atividades de alimentos (-7,8%) e de farmoquímicos e farmacêuticos (-4,7%).


PERSPECTIVAS

O Índice Gerente de Compras (PMI-IHS Markit) de fevereiro mostrou que a retração do setor industrial brasileiro ocorreu em ritmo mais brando quando comparado a janeiro, com alguns sinais de melhora na demanda.


Ainda assim, a expectativa é de desaceleração da produção industrial brasileira nos próximos meses. No cenário externo, o conflito entre a Rússia e a Ucrânia e o consequente aumento do preço do petróleo e de outras commodities podem elevar o custo de produção e os fretes internacionais. No cenário nacional, a inflação elevada e o aumento das taxas de juros devem contribuir para reduzir a demanda por bens industriais.


Fonte: IBGE