Produção industrial brasileira recua 0,4% em setembro

Entre agosto e setembro, a indústria brasileira continuou sentindo os efeitos negativos da escassez de insumos e da elevação dos custos produtivos, o que motivou a queda de 0,4% da produção física. O segmento extrativo caiu 0,3%, enquanto o de transformação decresceu 0,2%. Dos grandes setores pesquisados, os de bens de capital (-1,6%) e o de bens de consumo duráveis (-0,2%) apresentaram os maiores recuos. Em contrapartida, a produção de bens de consumo semiduráveis e não duráveis cresceu 0,2% – único avanço registrado. Dentre as 26 atividades pesquisadas, 10 recuaram no mês, com destaque para: outros equipamentos de transporte (-7,6%), couro e calçados (-5,5%) e móveis (-3,7%).


Por: Gerência de Economia e Finanças Empresariais - FIEMG


09/11/2021 - Entre agosto e setembro, a indústria brasileira continuou sentindo os efeitos negativos da escassez de insumos e da elevação dos custos produtivos, o que motivou a queda de 0,4% da produção física. O segmento extrativo caiu 0,3%, enquanto o de transformação decresceu 0,2%.


Dos grandes setores pesquisados, os de bens de capital (-1,6%) e o de bens de consumo duráveis (-0,2%) apresentaram os maiores recuos. Em contrapartida, a produção de bens de consumo semiduráveis e não duráveis cresceu 0,2% – único avanço registrado.


Dentre as 26 atividades pesquisadas, 10 recuaram no mês, com destaque para: outros equipamentos de transporte (-7,6%), couro e calçados (-5,5%) e móveis (-3,7%). Por sua vez, os destaques positivos foram fumo (6,6%), compensando parte da retração observada em julho e agosto, e farmoquímicos e farmacêuticos (6,5%), recuperando parte da queda registrada em agosto.


No terceiro trimestre, a produção recuou 1,7%, influenciada pelo segmento de transformação (-1,9%). A indústria extrativa avançou 0,2% no período. Dentre as atividades, 12 recuaram, destacando-se outros equipamentos de transporte (-12,4%) e equipamentos de informática e eletrônicos (-8,9%). Em contrapartida, a atividade de impressão (11%) foi a que avançou mais fortemente.


Na comparação interanual, a produção industrial caiu 3,9% – segunda queda em 12 meses. O segmento de transformação recuou 4,8%, enquanto o extrativo avançou 3,2%. Dentre as atividades pesquisadas, registraram os maiores decréscimos aquelas relacionadas à maior permanência no domicílio e ao setor de bens de consumo não duráveis, como móveis (-21%), informática e eletrônicos (-18,7%) e alimentos (-11,9%). Por sua vez, atividades ligadas ao setor de bens de capital, como máquinas e equipamentos (14,5%) e metalurgia (10%), apresentaram os avanços mais significativos.


PERSPECTIVAS

O Índice Gerente de Compras (PMI-IHS Markit) mostrou recuo do setor industrial em outubro, frente a setembro. De acordo com a pesquisa, a alta de preços e escassez de insumos limitaram a produção, as vendas totais e as exportações.


Para os próximos meses, a expectativa é de desaceleração da produção industrial brasileira, em razão da persistência da falta de insumos fundamentais à produção, e da migração do consumo de bens industriais para o consumo de serviços.


Fonte: IBGE