Produção industrial brasileira cresce 0,3% em maio e registra o quarto avanço seguido

A produção da indústria brasileira aumentou 0,3% entre abril e maio, completando quatro meses seguidos de alta. O resultado, entretanto, veio abaixo do esperado pelo mercado (0,6%). O setor de transformação cresceu 0,8%, enquanto o setor extrativo recuou 5,8%. Dentre os quatro grandes setores pesquisados, três registraram aumento da produção: bens de capital (7,4%) – recuperando-se da queda de 6,8% no mês anterior –, bens de consumo duráveis (3%) e bens de consumo não duráveis (0,8%). Por sua vez, o setor de bens intermediários registrou queda de 1,3%.



Por: Gerência de Economia – FIEMG


07/07/2022 - A produção da indústria brasileira aumentou 0,3% entre abril e maio, completando quatro meses seguidos de alta. O resultado, entretanto, veio abaixo do esperado pelo mercado (0,6%). O setor de transformação cresceu 0,8%, enquanto o setor extrativo recuou 5,8%.


Dentre os quatro grandes setores pesquisados, três registraram aumento da produção: bens de capital (7,4%) – recuperando-se da queda de 6,8% no mês anterior –, bens de consumo duráveis (3%) e bens de consumo não duráveis (0,8%). Por sua vez, o setor de bens intermediários registrou queda de 1,3%.


Das 25 atividades pesquisadas, 16 apresentaram aumento na produção no mês, com destaque para outros equipamentos de transporte (10,3%), couro e calçados (9,4%) e produtos diversos (9%) – influenciado pela maior produção de artigos de joalheria e de brinquedos. Em contrapartida, as atividades que apresentaram os maiores recuos foram outros produtos químicos (-8%), fumo (-3,7%) e bebidas (-1,2%) – este último devolvendo parte do avanço de 17% acumulado entre fevereiro e abril.


No acumulado do ano, a produção industrial caiu 2,6%, influenciada tanto pelo setor extrativo (-2,8%) como pelo setor de transformação (-2,6%). Das 25 atividades pesquisadas, 18 mostraram retração, com destaque para móveis (-21,8%), têxteis (-16,6%) e materiais elétricos (-16,2%). Por sua vez, os maiores crescimentos ocorreram nas atividades de derivados do petróleo e biocombustíveis (19,9%) – favorecido pela maior demanda por produtos do refino no mercado interno e pela restrição de oferta no mercado internacional –, de outros equipamentos de transporte (7,3%) e de fumo (7,2%).


PERSPECTIVAS

A expectativa para os próximos meses é de relativa estabilidade da produção industrial. Os estímulos econômicos, como a redução do IPI, a liberação de recursos do FGTS e a redução da alíquota de ICMS sobre combustíveis, energia e comunicações, podem dar fôlego à demanda por bens, em especial no curto prazo. O Índice Gerente de Compras (PMI-IHS Markit) de junho sinalizou avanço do setor industrial brasileiro, influenciado pelo aumento das vendas no mercado interno.


Contudo, a elevação da taxa básica de juros e a desaceleração econômica mundial podem afetar o desempenho da indústria, sobretudo no quarto trimestre.


Fonte: IBGE