Produção industrial brasileira avança 2,9% em dezembro e encerra 2021 com crescimento de 3,9%

A produção da indústria brasileira avançou 2,9% entre novembro e dezembro de 2021, primeiro crescimento após seis meses. O resultado foi acima do esperado pelo mercado (1,6%). O segmento de transformação cresceu 2,0% e o extrativo 1,6%. Dos grandes setores pesquisados, todos avançaram, com destaque para os bens de consumo duráveis (6,9%) e os bens de capital (4,4%). Dentre as 26 atividades pesquisadas, 20 cresceram no mês, com destaque para as atividades de veículos (12,2%), de informática e eletrônicos (12%) e de produtos diversos (5,3%). Por sua vez, as atividades de farmoquímicos e farmacêuticos (-6,9%) e de outros equipamentos de transporte (-4,1%) registraram os maiores recuos.



Por: Gerência de Economia - FIEMG


03/02/2022 - A produção da indústria brasileira avançou 2,9% entre novembro e dezembro de 2021, primeiro crescimento após seis meses. O resultado foi acima do esperado pelo mercado (1,6%). O segmento de transformação cresceu 2,0% e o extrativo 1,6%.


Dos grandes setores pesquisados, todos avançaram, com destaque para os bens de consumo duráveis (6,9%) e os bens de capital (4,4%).


Dentre as 26 atividades pesquisadas, 20 cresceram no mês, com destaque para as atividades de veículos (12,2%), de informática e eletrônicos (12%) e de produtos diversos (5,3%). Por sua vez, as atividades de farmoquímicos e farmacêuticos (-6,9%) e de outros equipamentos de transporte (-4,1%) registraram os maiores recuos.


Com o resultado, a produção industrial brasileira encerrou 2021 com crescimento de 3,9%. A indústria de transformação avançou 4,3% e a extrativa aumentou 1,1% no período. No âmbito das grandes categorias, destacou-se a elevação de 28,3% no segmento de bens de capital – puxada pela maior produção de veículos pesados, de implementos agrícolas e de equipamentos de uso na construção e na mineração.


Dentre as 26 atividades, houve avanço em 17, com destaque para máquinas e equipamentos (24,1%), veículos (20,3%) e metalurgia (15,4%). Em contrapartida, os maiores recuos foram nas atividades de alimentos (-7,8%) e de manutenção e instalação de máquinas e equipamentos (-7,7%).


PERSPECTIVAS

O Índice Gerente de Compras (PMI-IHS Markit) de janeiro de 2022 mostrou retração do setor industrial frente a dezembro de 2021. De acordo com a pesquisa, os subsetores de bens de consumo e de bens intermediários registraram queda da produção, enquanto, o subsetor de bens de produção mostrou expansão.


Para os próximos meses, a expectativa é de desaceleração da produção industrial brasileira. O aumento das taxas de juros, a menor renda das famílias e o cenário internacional mais desafiador devem contribuir para o desempenho mais fraco da indústria brasileira.


Fonte: IBGE