Produção de celulose atinge o segundo maior volume anual da história em 2020

No ano passado, foram fabricadas 21 milhões toneladas da matéria-prima para o abastecimento de itens essenciais, como papéis tissue. No ano de 2020, a produção de celulose atingiu o segundo maior volume anual da história da indústria, com 21 milhões de toneladas fabricadas, um avanço de 6,4%. Os dados são do Boletim Cenários Ibá, produzido pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).



23/02/2021 - No ano de 2020, a produção de celulose atingiu o segundo maior volume anual da história da indústria, com 21 milhões de toneladas fabricadas, um avanço de 6,4%. Os dados são do Boletim Cenários Ibá, produzido pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).


O informativo demonstra que o setor de árvores cultivadas aumentou seu ritmo de produção no ano de 2020 em relação a 2019, para manter o abastecimento de itens essenciais. É o caso dos papéis tissue, como higiênicos e lenços, que cresceram 1,4%.


O papel cartão, por sua vez, usado para a fabricação de embalagens de delivery, subiu 4,9% – em 2019, o crescimento produtivo foi de 2,8%. No ano de 2020, 73% das 798 mil toneladas produzidas foram destinadas ao mercado doméstico.


“O setor de árvores cultivadas demonstrou seu compromisso com a sociedade e, investindo no cuidado com seus colaboradores, continuou operando para fornecer matérias-primas e produtos essenciais para o dia a dia, especialmente em um período de pandemia. A celulose, insumo para produção até mesmo de EPIs de saúde, como máscaras cirúrgicas, aventais e toucas hospitalares, atingiu seu segundo maior volume de produção na história desta agroindústria no Brasil. É um resultado muito expressivo e que revela que houve uma organização rápida e adequada por parte do setor”, diz Paulo Hartung, presidente da Ibá.


Em 2020, os produtos da indústria de base florestal atingiram US$ 8 bilhões em exportações. As vendas de celulose para o mercado externo de celulose foram a maior parte e totalizaram US$ 6 bilhões, enquanto as de papel somaram US$ 1,7 bilhão. “Esta agroindústria, que está dentro da casa de todos, possui uma cadeia que tem sua origem renovável, remove e estoca carbono e fabrica itens recicláveis e biodegradáveis”, completou Paulo.


A China continuou sendo o principal mercado da celulose nacional e adquiriu US$ 2,9 bilhões da matéria-prima em 2020. Já a América Latina foi o destino com maior negociação de papel (US$ 976 milhões).


Fonte: Tissue Online