Produção da indústria em Minas acumula 3ª alta seguida

A indústria mineira registrou o terceiro aumento consecutivo da produção de acordo com a Sondagem Industrial, divulgada pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). Em julho, na comparação com junho, a atividade produtiva no Estado cresceu 3,8 pontos, alcançando 55,5 pontos. O nível do emprego também subiu, neste caso, pelo 13º mês seguido marcando 52,5 pontos no último mês. Os resultados estão em linha com a melhora gradual da economia. Neste sentido, a utilização da capacidade instalada, embora tenha permanecido abaixo da usual para o mês, foi a mais alta para julho desde o início da série histórica mensal, em 2010. Além disso, as indústrias encerraram o mês com os níveis de estoques abaixo do planejado pela 15ª vez seguida, refletindo a dificuldade na aquisição de matérias-primas.



26/08/2021 - A indústria mineira registrou o terceiro aumento consecutivo da produção de acordo com a Sondagem Industrial, divulgada pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). Em julho, na comparação com junho, a atividade produtiva no Estado cresceu 3,8 pontos, alcançando 55,5 pontos. O nível do emprego também subiu, neste caso, pelo 13º mês seguido marcando 52,5 pontos no último mês.


Os resultados estão em linha com a melhora gradual da economia. Neste sentido, a utilização da capacidade instalada, embora tenha permanecido abaixo da usual para o mês, foi a mais alta para julho desde o início da série histórica mensal, em 2010. Além disso, as indústrias encerraram o mês com os níveis de estoques abaixo do planejado pela 15ª vez seguida, refletindo a dificuldade na aquisição de matérias-primas.


Diante do cenário, de acordo com a economista da entidade, Daniela Muniz, os industriais demonstram maior otimismo com relação à demanda, à compra de matérias-primas e ao emprego nos próximos seis meses. Segundo ela, progresso da vacinação e a abertura mais ampla das atividades também contribuem tanto para o desempenho como para as perspectivas.


Os industriais estão mais otimistas, mesmo com alguns gargalos como a o aumento do custo de produção, a alta taxa de desemprego, o receio quanto ao risco de racionamento de energia elétrica e a tendência de elevação dos preços e a inflação, que deverá ficar acima da meta neste ano. Todos esses pontos são fatores limitadores para uma recuperação mais robusta da economia, analisa.


De maneira detalhada, a Sondagem Industrial trouxe que a produção chegou a 55,5 pontos em julho – ficando acima dos 50 pontos, fronteira entre recuo e elevação. Já o índice de evolução do número de empregados registrou avanço, marcando 52,5 pontos no sétimo mês de 2021. O resultado foi o mais elevado para o mês desde o início da série histórica mensal, em 2011.


O índice de utilização da capacidade instalada efetiva em relação à usual avançou pelo terceiro mês consecutivo e marcou 49,4 pontos. Apesar da melhora, o indicador sinalizou que as empresas operaram com capacidade produtiva abaixo da habitual para o mês, ao permanecer abaixo dos 50 pontos. O resultado foi o mais alto para o mês desde o início da série histórica mensal, em 2010.


Daniela Muniz pondera que, apesar do aumento da produção, os estoques de produtos finais das empresas caíram pela quarta vez seguida, com indicador de 46,3 pontos. As indústrias encerraram o mês com os níveis de estoques abaixo do esperado: o indicador registrou 46,5 pontos.


Desde maio de 2020 os níveis de estoques permanecem abaixo do planejado pelas empresas, diante da dificuldade na aquisição de insumos e matérias-primas, diz.


Quanto às expectativas para os próximos seis meses o indicador de expectativa da demanda registrou 60,3 pontos em agosto, sinalizando perspectiva de aumento da demanda pela 14ª vez consecutiva, ao ficar acima de 50 pontos.


O indicador de expectativa de compras de matérias-primas marcou 58,8 pontos e foi o mais elevado para o mês desde 2010. Já o indicador de expectativa do número de empregados chegou a 55,5 pontos, sinalizando, pelo 14° mês seguido, perspectiva de aumento do emprego nos próximos meses. O resultado foi o mais elevado para o mês desde o início da série histórica mensal, em 2011. Por fim, o indicador de intenção de investimento chegou a 57,7 pontos, o maior para o mês desde 2014, início da série histórica.


Fonte: jornal Diário do Comércio