Presidente da FIEMG analisa impactos do conflito Rússia-Ucrânia na economia do Brasil

Flávio Roscoe aponta repercussões sobre o fornecimento de alguns produtos, como adubos e fertilizantes, e a inflação. O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe fez nesta terça-feira uma breve análise sobre os impactos econômicos do conflito Rússia-Ucrânia. Em sua avaliação, os principais impactos devem se dar sobre o fornecimento de alguns produtos e sobre a inflação.“No caso do Brasil, o maior impacto é nos combustíveis, com o aumento dos preços do petróleo no mercado internacional, de maneira significativa. A boa notícia é que, nos últimos dias, estamos vendo quedas razoáveis desses preços.



17/03/2022 - O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe fez nesta terça-feira uma breve análise sobre os impactos econômicos do conflito Rússia-Ucrânia. Em sua avaliação, os principais impactos devem se dar sobre o fornecimento de alguns produtos e sobre a inflação.


“No caso do Brasil, o maior impacto é nos combustíveis, com o aumento dos preços do petróleo no mercado internacional, de maneira significativa. A boa notícia é que, nos últimos dias, estamos vendo quedas razoáveis desses preços, retornando a patamares que vão fazer com que esse aumento de combustíveis recém-implementado pela Petrobras possa, inclusive, ser revisto. O que seria extraordinário sobre o impacto inflacionário aqui no Brasil”, ponderou.



IMPORTAÇÕES

Segundo Roscoe, em relação à nossa dependência de importações da Rússia, os produtos que gerariam mais dificuldade de se achar suprimentos no mercado internacional neste momento são adubos e fertilizantes. “Lembrando que quase um quarto das importações brasileiras desses produtos são provenientes da Rússia, ou seja, há uma

dependência do nosso agronegócio”, pontuou.


E o agronegócio, reforçou, é muito relevante do ponto de vista inflacionário, já que a produção de alimentos impacta, obviamente, no custo de alimentação das famílias. “E os aumentos de adubos e fertilizantes já chegam a quase 200% no curto prazo. O que, com certeza, vai impactar o custo de produção de alimentos e a inflação”, reforçou o

presidente da FIEMG.


Fonte: FIEMG