Preços da celulose devem atingir pico no segundo trimestre, aponta J.P. Morgan

Após estudo, o banco selecionou a Klabin como sua nova preferida no segmento na América Latina, no lugar da Suzano. Os preços da celulose devem alcançar seu pico no segundo trimestre, com queda no decorrer de 2022, segundo pesquisa conduzida com mais de 100 players do mercado pelo J.P. Morgan. Mediante os resultados do estudo, o banco selecionou a Klabin como sua nova preferida no segmento na América Latina, no lugar da Suzano, mantendo recomendação de compra para ambas.



26/02/2021 - Os preços da celulose devem alcançar seu pico no segundo trimestre, com queda no decorrer de 2022, segundo pesquisa conduzida com mais de 100 players do mercado pelo J.P. Morgan. Mediante os resultados do estudo, o banco selecionou a Klabin como sua nova preferida no segmento na América Latina, no lugar da Suzano, mantendo recomendação de compra para ambas.


Segundo os analistas Marcio Farid, Rodolfo Angele e Lucas F. Yang, o bom momento para os preços da matéria-prima, na análise dos entrevistados, ocorre em virtude da forte demanda na China e de interrupções não programadas na oferta. Para a maioria dos participantes, as cotações da fibra curta devem chegar a uma média de US$ 550 a US$ 600 por tonelada neste ano. Já o preço da fibra longa deve ficar em torno US$ 750 a US$ 850 por tonelada. O estudo ouviu 35 investidores e 91 contatos da indústria em diferentes localidades.


Em relatório no início da semana, os analistas afirmaram que, baseando-seem múltiplos considerados justos para Klabin e Suzano, as ações da Klabin estão mais atraentes do que as da Suzano neste momento, visto que embutem preços 13% abaixo dos apontados pela pesquisa de mercado. Do outro lado, a chilena Copec, dona da Arauco, é negociada seguindo os preços previstos e acima da cotação à vista.


Os papéis da Suzano e da chilena CMPC continuam atraentes, precificando a fibra com descontos de 5% a 13% em comparação à média projetada pelo mercado e aos preços à vista. Os analistas disseram que, anteriormente, a preferência do banco era pela Suzano devido à maior alavancagem financeira e operacional. No entanto, salientaram que, desde o início de 2020, as units da Suzano tiveram maior alta, de 33%. Já as ações da Klabin acumularam alta de 17%.


Fonte: Tissue Online