PIB brasileiro avança 0,5% no quarto trimestre e encerra 2021 com crescimento de 4,6%

O PIB do Brasil cresceu 0,5% no quarto trimestre, em relação ao terceiro trimestre, desempenho acima das expectativas de mercado (0,1%). Contribuíram para o resultado, pelo lado da oferta, os avanços na agropecuária (5,8%) e nos serviços (0,5%). A indústria, por sua vez, recuou 1,2% – puxada pelos segmentos de transformação (-2,5%) e extrativo (-2,4%). Pelo lado da demanda, as maiores influências positivas foram os gastos do governo (0,8%) e o consumo das famílias (0,7%). O PIB brasileiro encerrou 2021 com elevação de 4,6%, resultado ligeiramente acima das nossas projeções (4,3%).



Por: Gerência de Economia - FIEMG


08/03/2022 - O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no quarto trimestre, em relação ao terceiro trimestre, desempenho acima das expectativas de mercado (0,1%). Contribuíram para o resultado, pelo lado da oferta, os avanços na agropecuária (5,8%) e nos serviços (0,5%). A indústria, por sua vez, recuou 1,2% – puxada pelos segmentos de transformação (-2,5%) e extrativo (-2,4%). Pelo lado da demanda, as maiores influências positivas foram os gastos do governo (0,8%) e o consumo das famílias (0,7%).


O PIB brasileiro encerrou 2021 com elevação de 4,6%, resultado ligeiramente acima das nossas projeções (4,3%). Pela ótica da oferta, a indústria (4,5%) e os serviços (4,7%) registraram avanços, enquanto a agropecuária caiu 0,2%, impactada pelas dificuldades climáticas que atingiram o país no segundo e no terceiro trimestre do ano. Pela ótica da demanda, houve forte crescimento dos investimentos (17,2%) – tanto o setor da construção, estimulado pela taxa de juros em patamar historicamente baixo, como o de máquinas e equipamentos contribuíram para o avanço.


Na comparação com o quarto trimestre de 2020, o PIB cresceu 1,6%. Apenas o setor de serviços (3,3%) avançou, influenciado pelo aumento da mobilidade. Destacaram-se positivamente os segmentos de informação e comunicação (13,8%) e de transportes e armazenagem (9,3%). Por sua vez, a indústria (-1,3%) recuou, influenciada pelo segmento de transformação (-6,9%).


PERSPECTIVAS

As expectativas para 2022 são de desaceleração da economia brasileira. Por um lado, a cotação elevada de commodities e o desempenho das exportações devem exercer influência positiva. A melhora da situação fiscal de estados e municípios também deve estimular o investimento público. Por outro lado, o aumento das taxas de juros deve impactar negativamente a atividade econômica ao afetar o consumo das famílias e o investimento.


Adicionalmente, o ano inicia-se com aumento dos níveis de incerteza, tendo em vista a escalada militar na Europa. A aversão ao risco, a continuidade dos gargalos de logística e a elevação dos custos de energia e de alimentos devem contribuir para a desaceleração econômica global e nacional em 2022.


Fonte: IBGE