Nível de preço atual da celulose não é sustentável, diz presidente da Suzano

Para o executivo, é preciso levar em consideração ainda que haverá mais paradas do que de costume em fábricas no segundo semestre. Embora os produtores de celulose mais competitivos da América Latina estejam gerando caixa, não há companhia que consiga gerar retorno sobre o capital empregado aos níveis atuais de preço da matéria-prima, disse há pouco o presidente da Suzano, Walter Schalka.



18/08/2020 - Embora os produtores de celulose mais competitivos da América Latina estejam gerando caixa, não há companhia que consiga gerar retorno sobre o capital empregado aos níveis atuais de preço da matéria-prima, disse há pouco o presidente da Suzano, Walter Schalka.

“Então, não é possível que esse nível de preços se mantenha. Não é sustentável no longo prazo”, afirmou o executivo, em conferência promovida pela Fastmarkets RISI.

Conforme Schalka, a análise das condições de mercado deveria ser feita olhando para a frente e não para estatísticas que tomam como base o passado. “[Sozinha] A projeção de queda de 2,4 milhões de toneladas do mercado para este ano não é relevante, porque é preciso olhar como estavam os estoques e a demanda no futuro”, explicou.

Para o executivo, é preciso levar em consideração ainda que haverá mais paradas do que de costume em fábricas no segundo semestre e o nível dos estoques é menor.

Schalka lembrou que a companhia está em período de silêncio — o balanço do segundo trimestre será divulgado na quinta-feira, após o fechamento dos mercados — e, por essa razão, concentrou as previsões no longo prazo. “Acreditamos que mercado de celulose vai continuar a crescer nos próximos anos, mas haverá declínio estrutural em papéis de imprimir e escrever”, comentou.

Por outro lado, a maior atenção às questões sanitárias deve levar ao aumento do consumo de tissue. “É difícil dizer como será o equilíbrio entre oferta e demanda [de celulose], mas está muito claro que a indústria brasileira é bastante competitiva e provavelmente continuará a crescer nos próximos anos”, afirmou.

Especificamente sobre os produtores brasileiros, o presidente da Suzano ressaltou que as companhias vão se tornar ainda mais competitivas no futuro. “A indústria está preparada para um cenário muito difícil se ele eventualmente ocorrer no futuro”.

Fonte: Celulose Online

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