Máscaras de celulose são mais econômicas e potentes para filtrar vírus

Itens começaram a ser entregues pela Prefeitura do Rio de Janeiro. De acordo com pesquisador da Austrália, é possível usar a celulose das árvores para fazer, de forma rápida, um filtro contra vírus que pode funcionar em múltiplas aplicações. Desde do dia 23/04, quando o uso de máscaras se tornou obrigatório na cidade do Rio de Janeiro, a prefeitura da cidade vem distribuindo, gratuitamente, em pontos estratégicos, o item para ajudar a população a conter a infecção pelo novo coronavírus. As máscaras entregues são diferentes das habituais de pano ou TNT.


05/05/2020 - O cenário da matriz energética mundial tem se moldado cada vez mais na ampliação da participação das fontes renováveis na produção de energia. A geração de energia elétrica mundial corresponde a 25.721,0 TWh (terawatt hora) e prevalece o uso de fontes não renováveis, sendo o carvão mineral a principal fonte energética utilizada, correspondendo a, aproximadamente, 38% do total gerado. A participação das fontes renováveis representa apenas 25% da matriz elétrica global, sendo as hidrelétricas a principal fonte geradora. Nota-se que desde 1970 até meados de 2010 houve redução da participação das fontes renováveis na matriz elétrica mundial, devido a fatores climáticos. Com o desenvolvimento da energia eólica, solar fotovoltaica e biomassa observa-se a retomada da participação das fontes renováveis (Figura 1)(IEA, 2019a).

Em relação ao consumo de energia elétrica, desconsiderando as perdas pela transmissão, o mundo consome 21.371 TWh, sendo o setor industrial responsável por 41,85% deste cosumo (IEA, 2019a). Somente o setor de ferro e aço consomem 5,4% (≈ 1.152,8 TWh) de toda energia elétrica consumida no mundo, sendo 75% desta demanda energética suprida pelo uso do carvão mineral e apenas 0,75% de bioenergia (IEA, 2019b).

No Brasil, a matriz elétrica é predominantemente renovável, representando 83,3% da oferta interna de eletricidade. A principal fonte geradora são as hidrelétricas, destacando a usina hidrelétrica binacional de Itaipu como a 2ª maior do mundo, que juntamente com as demais geram 66,6% da energia elétrica nacional. A participação da biomassa corresponde a 8,5% da energia produzida no país.  Em números, a geração de energia elétrica nacional em 2018 chegou a 601,4 TWh, sendo 2% maior em relação ao ano de 2017. A autoprodução elétrica (APE), que agrega as mais diversas instalações industriais, como os segmentos de Papel e Celulose, Siderurgia, Açúcar e Etanol, Química, dentre outros, e produzem energia para consumo próprio e representaram 16,8% do total produzido (EPE, 2019).

No que tange o consumo elétrico brasileiro, em 2018 foi observado um aumento de 1,4% no consumo em relação ao ano anterior, totalizando 535,4 TWh. O setor industrial foi responsável por 37,5% do consumo final, registrando também um crescimento de 0,6% em relação à 2017. Parte deste aumento no consumo de energia elétrica está associada ao setor siderúrgico, cujo crescimento da produção física foi de 0,9%, alavancado pelos segmentos de ferroligas, aço e pelotização (EPE, 2019). O setor siderúrgico e metalúrgico representam 7,17% de todo o consumo de energia no país. Considerando apenas o setor de ferroligas no qual estão inseridas as empresas do GT Ferroligas (SIF/UFV), um dos principais insumos deste segmento é a energia elétrica, o que corresponde à 40,1% (6,094 GWh) da demanda energética total deste setor, seguido pelos insumos de base florestal, carvão vegetal e lenha (Figura 2) (EPE, 2019).

A participação do setor florestal brasileiro na geração de eletricidade está associada ao uso da lenha e lixívia. Estas fontes geram o montante de 16,44 TWh de energia elétrica, correspondendo a 3,32% da geração de energia elétrica das fontes renováveis (EPE, 2019). Neste sentido, apesar do Brasil ser destaque mundial no uso de fontes renováveis para geração de energia elétrica, o setor florestal é uma alternativa com potencial para diversificação da matriz elétrica num cenário de transição energética.

Os setores de ferro-gusa, aço e ferroligas a carvão vegetal são segmentos passíveis de ampliar a participação da base florestal na geração de energia, adotando tecnologias de produção de baixo carbono, melhorias na eficiência energética através do uso da madeira e geração de energia elétrica a partir de combustíveis renováveis. O Grupo Temático de Ferroligas (SIF/UFV) em parcerias com empresas do setor tem buscado compartilhar conhecimentos através de reuniões técnicas e o desenvolvimento de projetos que contribuam para a qualidade florestal e melhor eficiência na utilização dos produtos e co-produtos da madeira, objetivando melhorar a oferta e qualidade de insumos pelo setor.

Fonte: Celulose Online

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