Klabin aproveita a alta de investimentos verdes no Brasil

Empresa angariou US$ 500 milhões em um bônus atrelado a metas sustentáveis. Recentemente, a Klabin angariou US$ 500 milhões em um bônus atrelado a metas sustentáveis, pelo período de dez anos. Trata-se da venda de títulos mais barata na história recente da produtora de papel e celulose, com rendimento (“yield”) e cupom de 3,20% ao ano, que coincide com o momento em que investimentos verdes decolam no Brasil.



14/02/2021 - Recentemente, a Klabin angariou US$ 500 milhões em um bônus atrelado a metas sustentáveis, pelo período de dez anos. Trata-se da venda de títulos mais barata na história recente da produtora de papel e celulose, com rendimento (“yield”) e cupom de 3,20% ao ano, que coincide com o momento em que investimentos verdes decolam no Brasil.


O forte apetite de investidores durante a pandemia ressalta o potencial na América Latina para o financiamento ESG (critérios ambientais, sociais e de governança), que inclui metas verdes, como a redução das emissões de carbono e uso de água. Tais aplicações fornecem uma nova fonte de capital para empresas que, tradicionalmente, contam com bancos de desenvolvimento, private equity e ofertas públicas de ações.


“Por incrível que pareça, ainda vemos algumas pessoas em 2021 que pensam que as práticas ambientais são apenas um custo e não um caminho para o sucesso econômico”, diz Marcos Maciel Marques da Costa, diretor de relações com investidores da empresa.


De acordo com o executivo, a emissão de um título convencional custaria à Klabin US$ 2 milhões a mais por ano em pagamento de juros. O cupom é o menor já registrado para um título em dólar emitido pela Klabin, conforme dados da Bloomberg, e recebeu ordens de compra 10,4 vezes acima da oferta.


Na América Latina, especialistas veem a oferta de financiamentos sustentáveis de forma limitada, porém, com uma demanda crescente. A principal das ressalvas dessa onda de emissões seria o potencial de “greenwashing”, isto é, se os recursos são usados em projetos que atendam às metas ESG.


No caso da Klabin, o sustainable-linked bond estabelece três metas, com pesos diferentes, que devem ser cumpridas até 2025. “Uma delas é reduzir o consumo de água por tonelada de produto produzido, a outra é aumentar o percentual de reuso e reciclagem e a terceira, a reintrodução de duas espécies extintas ou ameaçadas nos biomas onde os processos da Klabin estão inseridos”, pontua o diretor financeiro e de relações com investidores da Klabin, Marcos Paulo Conde Ivo.


Fonte: Tissue Online