Klabin analisa novas aquisições no mercado de embalagens

Empresa assumiu recentemente os negócios de embalagem da International Paper (IP) no Brasil. A Klabin já analisa novas oportunidades de aquisição no mercado brasileiro de embalagens de papelão ondulado, focada nas Regiões Nordeste e Sul.



03/11/2020 - Tendo assumido recentemente os negócios de embalagem da International Paper (IP) no Brasil, a Klabin já analisa novas oportunidades de aquisição no mercado brasileiro de embalagens de papelão ondulado, focada nas Regiões Nordeste e Sul. “No Sul, temos interesse especialmente no Paraná”, afirma o diretor de Embalagem da companhia, Douglas Dalmasi.

Em março, a Klabin anunciou a compra dos ativos da IP Embalagens no Brasil, por R$ 330 milhões, e há cerca de duas semanas, recebeu o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para concretizar a transação. Assim, subiu em quase 50% a capacidade nominal de produção de caixas de papelão ondulado, em um momento de demanda aquecida por esse tipo de embalagem. Um dos destaques do balanço do terceiro trimestre foi o forte desempenho dessa unidade de negócios.

De acordo com Dalmasi, a integração das operações da IP foi bem-sucedida e já terá impacto nos resultados do quarto trimestre. Em base anualizada, espera-se um acréscimo de 8% a 10% na receita da Klabin com o crescimento da capacidade. “A compra da IP é importante, mas a Klabin está com capacidade tomada”, explica Marcos Ivo, diretor financeiro e de relações com investidores da companhia.

A partir de julho de 2021, com o início da operação da primeira máquina de papel prevista no Projeto Puma II, a empresa terá mais papel para converter em embalagem, o que incentiva a busca por ativos disponíveis no mercado. A Klabin até poderia investir em uma nova fábrica do zero, porém, essa opção demandaria mais tempo.

A expectativa da companhia é a de que a forte demanda de embalagens de papelão, que vem desde o fim do segundo trimestre, permaneça pelo menos até março, sustentada “no mínimo” pela necessidade de recomposição de estoques na cadeia de valor. “O ano de 2021 ainda será forte, e melhor que 2020, com a retomada da construção civil e potenciais medidas do lado do governo. A expectativa é muito boa para o mercado interno”, comenta Dalmasi.

O avanço do comércio eletrônico no país é outro vetor de crescimento do consumo de embalagens de papel, já que, hoje, quase 10% das vendas do varejo já ocorrem no meio on-line. A Klabin triplicou os volumes nesse segmento.

O bom desempenho da unidade de embalagens colaborou para que a Klabin registrasse, no terceiro trimestre, receita líquida recorde, de R$ 3,12 bilhões. Foi reportado crescimento em todas as linhas de negócio e, apesar da maior exposição a itens de primeira necessidade, que sentiram imediatamente o aquecimento do consumo em decorrência do pagamento do auxílio emergencial, a expansão das vendas foi impulsionada também por bens duráveis. Segundo a companhia, a redução do benefício, de R$ 600 para R$ 300, não teve reflexo na demanda até agora.

O fluxo de caixa livre de R$ 1,8 bilhão, sem descontar dividendos e investimento em projetos de expansão, também se destacou no balanço do terceiro trimestre. Se excluídos esses itens, o fluxo de caixa livre ainda foi positivo, em R$ 600 milhões. “A Klabin oferece retorno sobre o capital investido mesmo em um cenário desafiador”, completou o executivo, mencionando o Roic de 13,7% no último ano.

Para Ivo, os resultados apurados pela Klabin no período são sustentados e, ainda que ocorra alguma mudança de cenário, a companhia possui flexibilidade para ajustar seus negócios e buscar os mercados mais lucrativos.

Fonte: Tissue Online

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