Fornecimento global de celulose deve continuar atrasado em 2022

A explicação para o problema são os gargalos logísticos, a crise energética e as dificuldades do transporte marítimo mundial. O fornecimento global de fibra deve continuar atrasado ao longo de 2022, em virtude dos gargalos logísticos. Isso vale tanto para as fábricas existentes quanto para os novos projetos, segundo o diretor de celulose comercial e gente e gestão da Suzano, Leonardo Grimaldi. No curto prazo, a companhia espera que as paradas das fábricas fiquem acima da média histórica, devido à crise energética e às dificuldades do transporte marítimo global. Os estoques de celulose estão atualmente abaixo dos níveis normais.



04/11/2021 - O fornecimento global de fibra deve continuar atrasado ao longo de 2022, em virtude dos gargalos logísticos. Isso vale tanto para as fábricas existentes quanto para os novos projetos, segundo o diretor de celulose comercial e gente e gestão da Suzano, Leonardo Grimaldi. No curto prazo, a companhia espera que as paradas das fábricas fiquem acima da média histórica, devido à crise energética e às dificuldades do transporte marítimo global.


Os estoques de celulose estão atualmente abaixo dos níveis normais. Do lado da demanda, existe a oportunidade de substituir fibras e materiais de origem fóssil, como o plástico, sustentando a perspectiva otimista para a celulose.


Na visão do executivo, os fundamentos do mercado de celulose continuarão positivos na Europa no curto prazo. Na América do Norte, a demanda continuará saudável.


“Na China, reconhecemos uma menos visibilidade porque o cenário macroeconômico está mais desafiador”, disse o executivo, em teleconferência com analistas, ressaltando que a demanda chinesa por celulose ficou abaixo das expectativas entre julho e setembro.


Os anúncios de aumento de preço do papel e redução dos estoques de celulose na Europa contribuíram para o bom desempenho do negócio de celulose.


O custo direto da celulose, segundo Aires Galhardo, diretor operacional de celulose da empresa, foi afetado no terceiro trimestre principalmente pela valorização das commodities. Para o trimestre atual, espera-se um custo caixa estável, sem considerar as paradas para manutenção. No último trimestre, esse custo foi de R$ 711 por tonelada, avanço de 19% ante 2020 e de 5% em relação ao segundo trimestre.


No negócio de papel, as condições de mercado tiveram forte recuperação e já voltaram aos níveis pré-pandemia, conforme o diretor de papel e embalagens da Suzano, Fabio Almeida. No caso de papéis para embalagem, o crescimento é superior aos volumes vistos antes da pandemia.


“No curto prazo, vemos a contribuição da sazonalidade positiva e vamos continuar buscando alternativas para mitigar os efeitos da crise logística”, concluiu.


Fonte: Tissue Online