Flávio Roscoe e Marcos Cintra debatem possibilidades para reforma tributária

Ex-secretário da Receita Federal foi convidado para falar sobre os desafios da pauta. "Precisamos de soluções que melhorem o ambiente de negócios no país e a vida das pessoas e a reforma tributária pode contribuir para isso. No Brasil temos obrigações acessórias que transformam o sistema tributário em um verdadeiro caos. Nós da FIEMG já tivemos oportunidades de conversar com o secretário Marcos Cintra, quando pudemos aprender muito com ele, e chegamos à conclusão de que um imposto sobre movimentação financeira seria uma ótima substituição, uma primeira etapa para modernizar o sistema tributário brasileiro”, contou o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, durante a live Reforma Tributária – Novos Desafios.



24/06/2021 - "Precisamos de soluções que melhorem o ambiente de negócios no país e a vida das pessoas e a reforma tributária pode contribuir para isso. No Brasil temos obrigações acessórias que transformam o sistema tributário em um verdadeiro caos. Nós da FIEMG já tivemos oportunidades de conversar com o secretário Marcos Cintra, quando pudemos aprender muito com ele, e chegamos à conclusão de que um imposto sobre movimentação financeira seria uma ótima substituição, uma primeira etapa para modernizar o sistema tributário brasileiro”, contou o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, durante a live Reforma Tributária – Novos Desafios, realizada no dia 22/6.


Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque, que já foi secretário Especial da Receita Federal do Ministério da Economia, contou que a ideia de realizar uma reforma tributária é antiga e há mais de 30 anos vem sendo debatida, sem sucesso, no Congresso Federal. “Uma das hipóteses para não avançar, é que tratamos de um projeto parcial. Estamos discutindo pontualmente a reforma sobre consumo, que praticamente durou três anos. Agora começa outro pedaço, que é o Imposto de Renda. Isso é apenas um componente de um sistema tributário. É preciso discutir todos os tributos e não apenas parte”, explicou Cintra.


O ex-secretário da Receita Federal apontou outro problema da proposta atual de reforma, que prevê a unificação de tributos. “Um grande pecado capital é que a atual proposta fere o pacto federativo. Ela busca unificar todos os tributos sobre consumo: da União, dos estados e municípios em apenas um e isso prejudica o pacto federativo porque reduz a competência de governadores e prefeitos. Mesmo que aprovado, vai gerar muita a judicialização”, reforçou Cintra.


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Fonte: FIEMG