FIEMG vê com preocupação mais um aumento da SELIC

Ritmo acelerado e magnitude da alta dos juros postergarão a recuperação da economia brasileira. É com preocupação que o Sistema FIEMG avalia, nesta quarta-feira (08/12), a decisão do Comitê de Política Monetária (COPOM), do Banco Central, de elevar a taxa SELIC de 7,75% ao ano para 9,25% ao ano. A entidade entende que o ritmo acelerado e a magnitude da alta dos juros postergarão a recuperação da economia brasileira. O COPOM elevou a taxa SELIC de 7,75% ao ano para 9,25% ao ano. O ritmo acelerado e a magnitude da alta dos juros postergarão a recuperação da economia brasileira.


Reprodução/ Pixabay


09/12/2021 - É com preocupação que o Sistema FIEMG avalia, nesta quarta-feira (08/12), a decisão do Comitê de Política Monetária (COPOM), do Banco Central, de elevar a taxa SELIC de 7,75% ao ano para 9,25% ao ano. A entidade entende que o ritmo acelerado e a magnitude da alta dos juros postergarão a recuperação da economia brasileira.


Leia o posicionamento completo da FIEMG na nota abaixo:

O COPOM elevou a taxa SELIC de 7,75% ao ano para 9,25% ao ano. O ritmo acelerado e a magnitude da alta dos juros postergarão a recuperação da economia brasileira, o que é visto com grande preocupação pelo setor industrial.


No terceiro trimestre, a economia brasileira entrou em recessão técnica, marcada por dois recuos seguidos do PIB. Os sinais de desaceleração da atividade econômica são claros, com perda de ímpeto da atividade industrial e queda nos níveis de confiança de empresários e consumidores. A taxa de desemprego segue em patamar historicamente alto (12,6%) e o endividamento das famílias e das empresas é elevado.


Por outro lado, a redução nos preços das commodities alimentícias e industriais têm limitado os repasses dos preços internacionais para o mercado doméstico, diminuindo a pressão inflacionária.


Ao que tudo indica, o COPOM tem negligenciado este cenário. Como resultado, as perspectivas de crescimento da economia brasileira para 2022 têm sido constantemente revisadas para baixo, ampliando os desafios do setor industrial e da sociedade brasileira como um todo.


Fonte: FIEMG