FIEMG se posiciona a favor de texto original da MP da Eletrobrás

Movimentação do setor produtivo provocou debate sobre pontos polêmicos apresentados pelo relatório do deputado Elmar Nascimento. Votação está prevista para quarta (19), mas texto ainda mantém custos ao consumidor. Diante de um cenário preocupante em que os reservatórios estão baixos e a chuva tem sido escassa, situações que apontam para um custo mais elevado da energia elétrica, a FIEMG, ao lado das principais entidades representativas do setor produtivo do país, se manifesta favorável à aprovação do texto original da Medida Provisória 1.031/2021, que cria condições para a privatização da Eletrobras.


20/05/2021 - Diante de um cenário preocupante em que os reservatórios estão baixos e a chuva tem sido escassa, situações que apontam para um custo mais elevado da energia elétrica, a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), ao lado das principais entidades representativas do setor produtivo do país, se manifesta favorável à aprovação do texto original da Medida Provisória 1.031/2021, que cria condições para a privatização da Eletrobras. O relator da proposta, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), afirma que foram feitos acordos para retirar da MP dispositivos sugeridos anteriormente que encarecem a energia no Brasil, seja pela obrigatoriedade de compra, pela inserção de subsídios a segmentos do setor elétrico, seja pela distribuição desigual dos benefícios a todos os consumidores. Nascimento apresentou o texto para ser apreciado pelos deputados na quarta-feira (19).


“O acordo prevê que os recursos advindos com a capitalização devem ser transferidos para o benefício dos consumidores, que vêm pagando tarifas elevadas relativas às usinas há 50 anos. Nós somos radicalmente contra jogar nas costas de consumidores os velhos jabutis, que são os dispositivos que vão encarecer ainda mais nossa energia”, afirmou o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe.


O líder industrial mineiro afirmou que a Federação mineira e o grupo formado por cerca de 40 entidades estão trabalhando junto ao governo federal e o Congresso pela preservação do texto original. “Assim, vamos focar na modernização e trabalhar para não repetir os erros do passado. A indústria está dizendo basta! É preciso fazer de um novo jeito, contribuindo para que o setor elétrico seja eficiente e competitivo para todos os brasileiros”, pontuou Roscoe.


Confira o Manifesto do setor produtivo por uma capitalização da Eletrobras equilibrada.


Fonte: FIEMG