Fiemg lança curso de capacitação política

Com o objetivo de levar informações que contribuam para o melhor preparo político dos industriais e população em geral, a Fiemg lançou a 1ª Capacitação Política. Durante a abertura do evento, que aconteceu, ontem, em Belo Horizonte, o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, destacou que o curso tem o objetivo de levar o conhecimento para quem deseja ampliar o engajamento na eleição. Na abertura, o tema discutido foi a falta de confiança na política, instituições e relações interpessoais e a importância da retomada da mesma como um elemento chave para o desenvolvimento socioeconômico do País. Ao longo do curso, serão oito encontros híbridos com os maiores especialistas e grandes players.


Resgate da confiança foi um dos assuntos discutidos no evento de lançamento da 1ª Capacitação Política da Fiemg ontem | Crédito: Sebastião Jacinto Jr / Fiemg


POR MICHELLE VALVERDE


08/03/2022 - Com o objetivo de levar informações que contribuam para o melhor preparo político dos industriais e população em geral, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) lançou a 1ª Capacitação Política. Durante a abertura do evento, que aconteceu, ontem, em Belo Horizonte, o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, destacou que o curso tem o objetivo de levar o conhecimento para quem deseja ampliar o engajamento na eleição. Na abertura, o tema discutido foi a falta de confiança na política, instituições e relações interpessoais e a importância da retomada da mesma como um elemento chave para o desenvolvimento socioeconômico do País.


Ao longo do curso, serão oito encontros híbridos com os maiores especialistas e grandes players. A programação do curso inclui temas como Ciência Política e Teoria de Estado, Gestão Pública, Direito Eleitoral, Organizações Partidárias, A importância das Relações Institucionais e Governamentais e Atuação da Fiemg nos interesses da Indústria no âmbito político.


Segundo Roscoe, o objetivo da Fiemg ao promover a capacitação política dos empresários industriais é levar informações para que eles participem do processo, fazendo escolhas e engajando de forma ativa.


“Nosso objetivo é trazer informação para que o brasileiro e o mineiro, que é eleitor, e quer ter papel mais relevante na eleição possa ter informações para fazer isso de forma mais efetiva, como fazer as escolhas e definir apoios. Há um grande desconhecimento de como funciona o sistema eleitoral, o sistema partidário no Brasil, por grande parte da população e queremos trazer luz independente da vertente política”.


Roscoe ressaltou que a Fiemg é uma entidade apartidária e que não se envolve em apoio direto a candidatos. “A Fiemg se envolve a apoiar governos pró sociedade ou seja durante governos, seja qual for, a Fiemg tenta contribuir com ideias, propostas e melhorias que possam ser implementadas em prol da nossa sociedade. O que nós podemos fazer e tentamos fazer é contribuir para a melhora do ambiente de negócios e, consequentemente, melhora da nossa sociedade”.


O ex-governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, destacou que a iniciativa da Fiemg abre perspectiva e possibilidade do exercício da cidadania, da busca do voto consciente e consequente.


“É algo muito importante. É a valorização do processo político, da política em si, para que a gente possa buscar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida do cidadão brasileiro e mineiro. Espero que Minas Gerais possa ter o voto consciente, que possamos ter um governo que represente a grande maioria porque o desafio maior é o day after, ganhar é uma etapa, mas a governabilidade é o grande desafio. Nós precisamos amadurecer e avançar na nossa democracia e a cláusula de desempenho vai se fazer sentir agora, com a redução do número de partidos representados em cada parlamento. A gente tem que buscar a governabilidade”.


O ministro do Tribunal de Contas da União, Antonio Anastasia, ex-senador e ex-governador de Minas Gerais, ressaltou que a iniciativa da Fiemg é importante e que neste ano eleitoral, os tribunais de contas e o poder judiciário também terão grandes responsabilidades de robustecimento do processo democratico, que se consolida no momento do voto. Ele também ressaltou a importância da imprensa.


“Nós precisamos muito contar com o papel da imprensa para escoimar todo tipo de informação falsa. Por isso, o curso é tão importante. Na medida que a Fiemg se dispõe, com tantas organizações, a levar informação, conhecimento, uma forma ampla de educação a empresários e lideranças, isso afasta a possibilidade de vicejar entre nós esta erva daninha que é a informação falsa que acaba desvirtuando o processo eleitoral”.


AUMENTAR A CONFIANÇA NO PAÍS

Para o cofundador e presidente do Conselho de Administração da MRV&CO, Rubens Menin, a capacitação política é importante para o processo eleitoral. Segundo ele, se a eleição for bem feita e de forma transparente, é possível reverter a baixa confiança em relação ao País, à política e às instituições, o que é importante para a atração de investimentos internacionais, que podem promover o desenvolvimento econômico e social no Brasil.


“A confiança é tudo. Este ano será muito importante no Brasil. Essa eleição precisa ser feita da melhor forma possível e mostrar para o mundo como se faz a democracia. Apesar dos defeitos, o mundo está de olho no Brasil e observando com otimismo e esperança. Existe muito dinheiro que pode vir para o Brasil. Uma eleição bem feita pode aumentar a confiança e atrair investidores”.


Ainda segundo Menin, o ingresso de investimentos estrangeiros no País é fundamental para o avanço da infraestrutura, do desenvolvimento econômico e social, uma vez que o capital nacional é limitado.


“O dinheiro de fora é importante porque não tem como atender às necessidades de investimentos que o Brasil tem somente com recursos internos. A confiança é fundamental e ultra atual. Ainda vejo investidores olhando o Brasil com muito carinho e, assim, que tiverem oportunidade, virão pra cá. O investidor que aplicar em projetos grandes, planta de aço, ferrovias enormes, qualquer coisa de grande porte e onde ele vai conseguir isso? No Brasil”.


Fonte: Diário do Comércio